Estudo da Universidade de Stanford revela que o fogão elétrico reduz a exposição ao dióxido de nitrogênio em ambientes internos em mais de 50%
A adoção de equipamentos elétricos no lugar de aparelhos a gás tem ganhado espaço em diversos países, impulsionada por estudos sobre qualidade do ar interno.
A adoção de equipamentos elétricos no lugar de aparelhos a gás tem ganhado espaço em diversos países, impulsionada por estudos sobre qualidade do ar interno.
Fogões e aquecedores a gás elevam a presença de dióxido de nitrogênio (NO₂) dentro de casa, poluente ligado a problemas respiratórios e cardiovasculares.
Em residências pequenas, pouco ventiladas ou com uso intenso do fogão, as concentrações de NO₂ podem se aproximar ou superar as de áreas com tráfego intenso, afetando sobretudo famílias de baixa renda e moradores de regiões rurais.
Como equipamentos elétricos melhoram a qualidade do ar interno
A substituição de equipamentos a gás por modelos elétricos reduz a combustão dentro do lar e elimina a chama aberta, evitando a emissão direta de NO₂, monóxido de carbono e compostos como o benzeno.
Estudos indicam que trocar o fogão a gás por um elétrico ou por uma placa de indução pode reduzir em mais de 25% a exposição pessoal ao dióxido de nitrogênio.
Os picos de poluição ocorrem principalmente nos horários de preparo das refeições, quando o fogão é mais utilizado e a ventilação é insuficiente.
Isso afeta todas as faixas etárias, com impacto maior em pessoas com asma, doença pulmonar obstrutiva crônica ou histórico de problemas respiratórios.
Por que considerar a troca do fogão a gás por fogão elétrico
A mudança do fogão a gás para fogão elétrico ou de indução é vista como uma forma direta de reduzir a exposição a poluentes atmosféricos dentro de casa.
Sem a combustão de gás natural ou propano, o ambiente doméstico deixa de ser uma fonte relevante de NO₂, o que contribui para menos crises respiratórias e agravamento de sintomas.
Além dos fogões, outros equipamentos elétricos ajudam a diminuir o uso de gás no dia a dia e podem ser introduzidos de forma gradual, reduzindo o tempo em que a chama fica acesa e os picos de poluição.
- Placas de indução portáteis, com aquecimento rápido e custo acessível;
- Hervidores elétricos, que evitam ferver água no fogão;
- Torradeiras e sanduicheiras elétricas, para preparos rápidos sem chama;
- Panelas elétricas, de cocção lenta ou multifuncionais;
- Aquecedores de ambiente elétricos, em substituição aos modelos a gás internos.

Quais medidas práticas ajudam a melhorar o ar em casa
Mesmo antes de trocar todos os aparelhos, algumas ações simples ajudam a reduzir a exposição aos poluentes emitidos por equipamentos a gás.
Uma coifa ou exaustor que realmente ventile o ar para fora pode diminuir de forma importante o NO₂ e outros gases liberados durante o cozimento.
Essas medidas funcionam como etapa intermediária para lares que ainda não podem eletrificar toda a cozinha, contribuindo para um ar interno mais limpo com baixo investimento.
- Usar a coifa sempre que o fogão estiver aceso, mesmo em preparos rápidos;
- Abrir janelas e portas durante e após o uso intenso do fogão;
- Evitar acender todas as bocas ao mesmo tempo em cozinhas pequenas;
- Realizar manutenção periódica em fogões e aquecedores;
- Priorizar equipamentos elétricos para tarefas cotidianas.

Quais são os impactos sociais da transição para o fogão elétrico?
A substituição de equipamentos a gás por elétricos não ocorre de forma uniforme, afetando mais fortemente comunidades de baixa renda, moradores de casas pequenas e grupos vulnerabilizados.
Nesses contextos, a combinação de ar externo mais poluído e ventilação precária aumenta a carga de exposição ao NO₂ e outros contaminantes.
Programas públicos com reembolsos, créditos fiscais e financiamento para reformas elétricas e melhoria da ventilação buscam reduzir essas desigualdades.
Mesmo com desafios de infraestrutura e custo da energia, cada aparelho a gás substituído por um modelo elétrico representa um avanço na qualidade do ar interno e na promoção da saúde.
Como a eletrificação residencial se relaciona à saúde pública
A discussão sobre fogões a gás e fogões elétricos ultrapassa a esfera da preferência doméstica e integra o debate sobre saúde pública, justiça ambiental e planejamento energético.
A redução da combustão dentro de casa contribui para diminuir internações por problemas respiratórios e a desigualdade na exposição a poluentes.
Ao combinar ventilação adequada, mudança gradual de equipamentos e políticas de incentivo, é possível construir lares com ar mais limpo e ambientes internos menos sujeitos à poluição invisível, beneficiando especialmente as populações mais vulneráveis.
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