Esse aparelho comum na sala pode consumir quase o mesmo que um ar-condicionado e muita gente só percebe na conta
Pequeno no tamanho, pesado no consumo
Muita gente olha para a sala e pensa logo na TV como vilã da conta, mas o aparelho que realmente pode assustar é o aquecedor elétrico portátil. Em potência, vários modelos trabalham na faixa de 1.500 W, um nível que encosta no consumo de muitos aparelhos de ar-condicionado usados em casa. O problema é que ele costuma entrar em cena no frio, ficar ligado por horas e passar despercebido na fatura.
Por que esse aparelho pode gastar tanto quanto o ar-condicionado?
A explicação está na potência. Modelos portáteis de aquecedor vendidos no varejo brasileiro aparecem com 1.500 W, enquanto referências técnicas de ar-condicionado split de 12.000 BTUs mostram consumo em torno de 1,4 kW. Na prática, os dois equipamentos podem operar em uma faixa muito próxima de gasto por hora.
Isso não quer dizer que todo aquecedor sempre vai empatar com todo ar-condicionado. A comparação depende do modelo, do tempo ligado e da eficiência do aparelho, mas a faixa de potência já mostra por que tanta gente subestima o impacto dele na conta.

Quanto esse consumo pesa no mês em uma rotina comum?
Se um aquecedor de 1.500 W ficar ligado 8 horas por dia durante 30 dias, ele consome cerca de 360 kWh no mês. Com uma tarifa residencial de referência de R$ 0,83 por kWh, isso representa algo perto de R$ 299 só com esse uso. Já um aparelho de 1,4 kW nas mesmas condições chegaria a 336 kWh, ou cerca de R$ 279.
É justamente essa proximidade que surpreende. Como o aquecedor parece menor, discreto e temporário, muita gente não percebe que ele pode entrar em uma faixa de gasto muito parecida com a de climatização mais pesada da casa.
Como essa comparação fica mais clara na prática?
Quando a conta sai da tomada e entra no mês, a diferença entre os aparelhos fica bem mais visível. A tabela abaixo ajuda a enxergar por que o aquecedor portátil pode pesar tanto quanto um split em certos cenários.
Leia também: Quanto custa a conta de luz no verão com ar-condicionado ligado todos os dias
Por que quase ninguém percebe esse gasto na sala?
Porque ele não carrega a fama de vilão que o ar-condicionado já tem. Além disso, no frio o uso parece “pontual”, mas quando o aparelho fica ligado por muitas horas, a soma mensal aparece rápido na conta de luz. Distribuidoras de energia costumam alertar que equipamentos que geram calor têm potência elevada e merecem uso mais controlado.
Outro ponto é que o morador tende a observar mais aparelhos grandes e permanentes. Só que um equipamento compacto com 1.500 W pode ter impacto maior do que eletrônicos que ficam o dia inteiro na sala, mas operam com potência muito menor.
O canal Frezza Física, no YouTube, mostra na prática como esses dois aparelhos se comportam quando o assunto é gasto energético:
O que realmente ajuda a reduzir esse peso na conta?
O melhor caminho é usar o aquecedor por períodos menores, fechar bem o ambiente e evitar deixar o aparelho ligado sem necessidade em cômodos vazios. Como o consumo depende basicamente de potência e tempo de uso, reduzir horas ligadas continua sendo a forma mais direta de segurar a fatura.
Também vale comparar a etiqueta, a potência do modelo e o hábito da casa antes da compra. Quando esse cuidado entra na decisão, fica mais fácil evitar que um aparelho aparentemente inofensivo pese na conta quase como um sistema de climatização completo.
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