Domo de Ouro: Sistema antimísseis dos EUA terá 4 satélites e vai abater até míssil vindo do espaço
O objetivo central é criar uma resposta integrada contra lançamentos a partir de plataformas terrestres, marítimas ou espaciais, cobrindo diferentes altitudes e distâncias.
O anúncio do chamado Domo de Ouro, apresentado pelo governo dos Estados Unidos em meados de 2025, recolocou a defesa antimísseis no centro dos debates sobre segurança internacional.
O projeto descreve um sistema amplo, em múltiplas camadas, voltado a proteger praticamente todo o território norte-americano contra mísseis de longo alcance e armas hipersônicas, inclusive aquelas lançadas a partir do espaço, combinando sensores, radares avançados, satélites e diferentes tipos de interceptores.
O que é o Domo de Ouro e qual é seu principal objetivo
O Domo de Ouro é um sistema de defesa antimísseis concebido para detectar, rastrear e neutralizar ameaças antes que alcancem áreas povoadas ou alvos estratégicos nos Estados Unidos.
O foco recai especialmente sobre mísseis hipersônicos e vetores de longo alcance, considerados hoje entre os sistemas de ataque mais difíceis de interceptar.
O objetivo central é criar uma resposta integrada contra lançamentos a partir de plataformas terrestres, marítimas ou espaciais, cobrindo diferentes altitudes e distâncias.
Para isso, prevê-se vigilância quase contínua, capacidade de reação em poucos segundos e coordenação entre diversos sensores e meios de interceptação.
Como funcionaria o Domo de Ouro, escudo antimísseis anunciado por Trump?
— BBC News Brasil (@bbcbrasil) May 21, 2025
Trump disse que o projeto militar será concluído durante seu atual governo a um custo de US$ 175 bilhões (R$ 992 bilhões). pic.twitter.com/v7tk0J0k5l
Como funciona o Domo de Ouro na prática
Em termos de conceito, o Domo de Ouro adota uma abordagem em camadas, inspirada em parte no sistema israelense Domo de Ferro, porém em escala continental.
A integração em tempo real de dados espaciais, terrestres e aéreos é tratada como o núcleo do modelo operacional.
Esses componentes formam um arranjo híbrido de vigilância e interceptação, combinando tecnologias já existentes com capacidades ainda em desenvolvimento:
- Satélites de monitoramento: identificam lançamentos de mísseis e traçam rotas prováveis;
- Sensores terrestres e radares: refinam o rastreamento e atualizam a trajetória dos alvos;
- Interceptores de solo: tentam atingir o projétil inimigo em fase intermediária ou terminal de voo;
- Sistemas espaciais: estudados para ampliar o alcance das intercepções a partir da órbita baixa;
- Armas de energia dirigida, como lasers de alta potência, voltadas à reação rápida e de menor custo por disparo.
Leia também: Iron Beam: o escudo laser que vai mudar a defesa israelense em 2026
🇺🇸🇨🇦Trump disse hoje, em reunião com o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, que os dois países estão trabalhando juntos para construir o sistema de defesa antimísseis Golden Dome (Domo de Ouro). pic.twitter.com/UBkSadCnuE
— Paulo Filho (@PauloFilho_90) October 7, 2025
Quais são os custos, prazos e impactos estratégicos do Domo de Ouro
As estimativas divulgadas indicam investimento de centenas de bilhões de dólares ao longo de cerca de duas décadas, com partes essenciais do sistema previstas para operar até o final de 2029.
O financiamento envolve orçamento militar e parcerias com a indústria de tecnologia avançada, incluindo empresas do setor espacial comercial.
Do ponto de vista estratégico, o Domo de Ouro insere-se na disputa por superioridade em defesa antimísseis, podendo influenciar cálculos de dissuasão entre grandes potências.
Analistas discutem se uma maior capacidade de interceptação de mísseis hipersônicos estabiliza o equilíbrio estratégico ou incentiva novos desenvolvimentos ofensivos.
Domo de Ouro que Trump construirá para defender a América: pic.twitter.com/OjB0R94BiP
— Andrea Orsi🐝 🇺🇸🇮🇱🇧🇷 (@andreaorsibr) May 22, 2025
Quais são as principais reações internacionais?
A proposta repercutiu em fóruns diplomáticos e militares, especialmente em países que desenvolvem mísseis avançados.
Governos e especialistas expressam preocupação com uma possível aceleração da corrida armamentista e com o impacto sobre futuros acordos de controle de armas estratégicas.
Também se questiona a viabilidade técnica de interceptar, de forma consistente, mísseis hipersônicos em grande número.
Esse ceticismo mantém o tema em debate nas comunidades de defesa e relações internacionais, que observam de perto os testes e a evolução do programa.
Quais desafios técnicos e outros usos do termo Golden Dome existem
Entre os principais desafios do Domo de Ouro estão a integração de sistemas diversos, o processamento de grandes volumes de dados em tempo real e a resiliência cibernética da rede de comando e controle.
Aspectos como custo operacional de longo prazo e testes realistas contra múltiplos lançamentos simultâneos também são centrais.
O termo Golden Dome aparece ainda em contextos civis, como no edifício do Capitólio da Geórgia, conhecido por sua cúpula dourada e pelas atividades legislativas regulares.
Essa coincidência de nomenclatura torna necessária a diferenciação entre o sistema de defesa antimísseis e referências arquitetônicas, especialmente em debates públicos e na mídia.
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