Construção mais ambiciosa da história busca replicar a mesma energia e poder do Sol na Terra

10.01.2026

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Construção mais ambiciosa da história busca replicar a mesma energia e poder do Sol na Terra

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Redação O Antagonista
5 minutos de leitura 09.01.2026 11:08 comentários
Tecnologia

Construção mais ambiciosa da história busca replicar a mesma energia e poder do Sol na Terra

Em meio às discussões sobre energia limpa e redução de gases de efeito estufa, a fusão nuclear por meio do projeto ITER surge como uma das apostas.

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Construção mais ambiciosa da história busca replicar a mesma energia e poder do Sol na Terra
Construção mais ambiciosa da história busca replicar a mesma energia e poder do Sol na Terra. Créditos: depositphotos.com / imagepointfr

Em meio às discussões sobre energia limpa e redução de gases de efeito estufa, a fusão nuclear por meio do projeto ITER surge como uma das apostas mais comentadas na comunidade científica.

Localizado no sul da França, o reator experimental reúne diversos países para testar, em escala inédita, se é possível produzir energia imitando o processo que ocorre nas estrelas, em um contexto de pressão crescente para substituir combustíveis fósseis por alternativas mais sustentáveis.

O que é fusão nuclear no contexto do projeto ITER

A fusão nuclear é o processo em que núcleos atômicos leves se unem formando núcleos mais pesados, liberando grande quantidade de energia.

No ITER, busca-se realizar esse processo com isótopos de hidrogênio, como deutério e trítio, aquecidos até formar um plasma em temperaturas de centenas de milhões de graus Celsius.

Para controlar a fusão, o reator utiliza um dispositivo chamado tokamak, que emprega campos magnéticos poderosos para confinar o plasma sem que ele toque as paredes.

O ITER foi projetado para verificar se um tokamak de grande porte pode produzir mais energia de fusão do que a energia gasta para aquecer e manter o sistema em funcionamento.

Como o reator de fusão nuclear ITER gera energia experimentalmente

O reator de fusão nuclear ITER funciona aquecendo uma mistura gasosa até transformá-la em plasma, estado em que partículas carregadas respondem intensamente a campos magnéticos.

Diferente de uma usina comercial, o foco principal é medir o ganho líquido de energia liberada pelas reações de fusão dentro da câmara de vácuo, sem ainda converter esse calor em eletricidade.

Para isso, o tokamak integra vários subsistemas altamente especializados, que atuam de forma coordenada para aquecer, confinar e monitorar o plasma em tempo real, garantindo segurança e estabilidade.

  • Campos magnéticos intensos, gerados por ímãs supercondutores gigantes para confinar o plasma em forma de anel.
  • Sistemas de aquecimento por micro-ondas e feixes de partículas, elevando a temperatura ao ponto necessário para a fusão.
  • Monitoramento em tempo real, com sensores de temperatura, densidade e posição do plasma para correções rápidas.
  • Estruturas de contenção robustas, capazes de suportar esforços mecânicos, térmicos e eletromagnéticos extremos.

Quais são as principais vantagens da fusão nuclear em relação às fontes atuais

A fusão nuclear ligada a projetos como o ITER é vista como opção de baixo impacto ambiental em comparação a combustíveis fósseis e à fissão nuclear.

Ela se destaca pelas baixas emissões de carbono na operação e pelo uso de combustíveis abundantes, como deutério da água do mar e lítio para geração de trítio.

Além disso, a fusão tende a produzir resíduos radioativos de longa duração em menor volume do que reatores de fissão, e não depende de reações em cadeia do mesmo tipo, o que reduz alguns cenários de acidente e riscos de proliferação nuclear.

Quais desafios impedem que a fusão nuclear se torne comercial

O caminho até a comercialização da fusão nuclear ainda é longo, pois o ITER enfrenta desafios científicos, tecnológicos, econômicos e de cronograma.

Manter o plasma estável por vários minutos exige sistemas de controle sofisticados, novos materiais resistentes à radiação de nêutrons e grandes esforços de engenharia.

Mesmo que o ITER comprove o ganho de energia (meta de Q≥10), ainda será necessário projetar usinas de demonstração, conhecidas como DEMO, capazes de converter o calor da fusão em eletricidade competitiva. Esses projetos são esperados apenas para as próximas décadas.

Qual é o papel do ITER no futuro da matriz energética global

O ITER atua como um grande laboratório internacional, reunindo engenheiros, físicos e técnicos para avaliar se a fusão pode integrar a matriz energética no longo prazo.

Seu desempenho ajudará a definir se a tecnologia terá papel relevante no final do século XXI ou se seguirá restrita a pesquisas especializadas.

Enquanto isso, muitos planejadores energéticos enxergam a fusão como possível complemento a fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica, oferecendo uma fonte potencialmente estável e de baixa emissão de carbono em escala global.

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