Buraco negro cresce extremamente mais rápido que o limite da física e deixa astrônomos perplexos
O buraco negro supermassivo cresce em ritmo extremo, com emissão intensa de raios X e jatos de rádio que desafiam modelos teóricos atualmente
Os quaseres estão entre os objetos extremos do cosmos que mais despertam interesse científico e recentemente, astrônomos identificaram um quasar gigante a cerca de 12,8 bilhões de anos-luz, abrigando um buraco negro supermassivo que cresce em ritmo extremo, com emissão intensa de raios X e jatos de rádio que desafiam modelos teóricos atualmente.
O que é um quasar gigante e por que essa descoberta é especial
Um quasar é o núcleo extremamente luminoso de uma galáxia ativa, alimentado por um buraco negro supermassivo em forte acreção de matéria.
Nesse objeto distante, o buraco negro parece crescer a cerca de 13 vezes acima do limite de Eddington, em que a pressão da radiação deveria barrar a queda de gás.
O que torna esse quasar especial é combinar crescimento super-Eddington, forte emissão de raios X e jatos de rádio estreitos e energéticos.
Em muitas simulações, alta taxa de acreção deveria tornar a região opaca, reduzindo tanto os raios X quanto a eficiência na formação de jatos bem colimados.
An ancient black hole grows ultra-fast, contrary to theoretical models.
— Black Hole (@konstructivizm) January 24, 2026
A quasar containing one of the fastest-growing supermassive black holes has been discovered in the early universe. The object simultaneously consumes matter at an extreme rate, emits bright X-rays, and forms… pic.twitter.com/EWY8KcFUeW
Como funciona o buraco negro supermassivo nesse sistema
Buracos negros supermassivos têm massas de milhões a bilhões de Sóis e são cercados por um disco de acreção quente de gás e poeira.
O atrito nesse disco produz radiação em múltiplos comprimentos de onda, dos raios X às ondas de rádio, tornando o quasar visível mesmo a grandes distâncias.
Nesse quasar, a acreção super-Eddington indica um disco alimentado em ritmo excepcional, mas com uma corona de partículas energéticas ainda ativa. Para entender melhor esse regime extremo, pesquisadores investigam questões centrais, como:
- Como o disco de acreção se mantém estável com tanta matéria caindo.
- De que forma a corona sobrevive sem ser apagada pelo gás denso ao redor.
- Que mecanismo alimenta o jato de rádio enquanto o buraco negro cresce tão rápido.
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— O Despertar👽🛸 💫 (@AnnaMonteiroAn1) January 24, 2026
👀🚨 Astrônomos descobriram um buraco negro vagando sozinho pela Via Láctea pela primeira vez na história. pic.twitter.com/Xs5xFyFrJ9
De que modo esse quasar desafia os modelos atuais
Modelos clássicos preveem que, acima do limite de Eddington, a pressão da radiação expulse o gás, freando o crescimento.
No entanto, esse quasar parece operar de forma sustentada bem acima desse patamar, mantendo a corona de raios X e o jato relativístico ativos.
Para explicar esse comportamento, astrônomos discutem cenários com acreção anisotrópica, discos espessos e campos magnéticos intensos.
Também se considera que o objeto esteja em uma fase transitória rara, oferecendo um “instantâneo” de crescimento rápido no Universo primordial.
Qual é o impacto desse quasar gigante na evolução de galáxias
O quasar serve como laboratório para estudar como buracos negros supermassivos afetam suas galáxias hospedeiras.
O jato de plasma, quase à velocidade da luz, injeta energia no gás interestelar, podendo aquecê-lo ou comprimi-lo, o que regula a formação de novas estrelas.
Esses processos podem controlar o crescimento da galáxia, redistribuir elementos químicos e alterar a estrutura do gás em grandes escalas.
Ao incorporar quasares tão energéticos aos modelos, a cosmologia ajusta seus cenários para explicar estruturas massivas formadas muito cedo no Universo.
O que essa descoberta revela sobre o Universo jovem
Encontrar um quasar tão poderoso quando o Universo ainda era muito jovem indica que buracos negros supermassivos podem crescer mais rápido do que se pensava. Isso sugere fases de acreção intensas e complexas, em vez de um crescimento lento e estável.
Conforme mais objetos similares forem observados por telescópios terrestres e espaciais, será possível refinar teorias sobre a formação das primeiras galáxias.
Esse quasar gigante torna-se, assim, peça-chave para entender como o cosmos produziu estruturas tão massivas em tão pouco tempo.
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