A primeira megausina solar pode virar o jogo da descarbonização
O Quirguistão inaugurou sua primeira usina solar de grande porte, marco importante na diversificação da matriz elétrica
O Quirguistão inaugurou sua primeira usina solar de grande porte, marco importante na diversificação da matriz elétrica e na redução da dependência de combustíveis fósseis em períodos de maior consumo.
Expansão da energia solar no Quirguistão fortalece a matriz elétrica
Localizada em uma das regiões mais populosas do país, a nova usina fotovoltaica foi pensada para atender uma cidade de porte médio, aliviando a pressão sobre o sistema elétrico nacional.
O projeto se insere em uma estratégia de transição energética que busca fortalecer a independência do país e atrair capital estrangeiro para renováveis.
Em um contexto de crescente demanda por eletricidade, o governo quirguiz usa o empreendimento como vitrine para novos investimentos em infraestrutura verde.
A aposta é combinar segurança energética, redução de emissões e desenvolvimento econômico local.
Kyrgyz President Sadyr Japarov inaugurated a 100-megawatt solar power plant in Kemin, Chuy Region, financed by Chinese investors. The plant is expected to generate 210 million kilowatt-hours of electricity annually, marking a key step in Kyrgyzstan’s renewable energy growth. pic.twitter.com/7fSHhONhbF
— JD (@gapnesst) December 24, 2025
Nova usina solar no Quirguistão atinge 100 MW de capacidade
A usina de energia solar no Quirguistão tem capacidade instalada de 100 megawatts (MW) e foi projetada para gerar cerca de 210 milhões de kWh de eletricidade limpa por ano.
Esse volume é suficiente para abastecer milhares de residências e empreendimentos, diminuindo a necessidade de importações e de termelétricas fósseis.
A expectativa oficial é evitar a emissão de aproximadamente 120 mil toneladas de CO2 anualmente.
Além disso, o projeto é considerado um dos maiores aportes estrangeiros em décadas, sinalizando confiança no setor de renováveis do país.
Energia solar complementa a forte matriz hídrica do país
O sistema elétrico quirguiz é amplamente abastecido por hidrelétricas, que respondem por 72% a 84% do consumo, dependendo das condições climáticas.
Em períodos de seca ou vazão reduzida dos rios, a geração hídrica perde eficiência, abrindo espaço para fontes fósseis.
Nesse cenário, a energia solar fotovoltaica surge como complemento estratégico ao permitir geração mesmo em climas rigorosos, com boa incidência de radiação e maior eficiência dos módulos em temperaturas baixas.
A combinação entre hidrelétricas e usinas solares possibilita gestão mais equilibrada de reservatórios.

Geração distribuída e pequenos sistemas solares ganham espaço
Além da geração em larga escala, cresce o interesse por sistemas solares em telhados de residências, comércios e prédios públicos.
Essas instalações reduzem perdas em transmissão e tornam consumidores mais resilientes a eventuais interrupções de energia.
A longo prazo, a disseminação de pequenos sistemas fotovoltaicos tende a complementar os grandes projetos solares e hídricos.
Esse mosaico diversificado de fontes renováveis contribui para maior estabilidade da rede elétrica nacional.
Próximos passos para a energia solar e eólica no Quirguistão
O governo quirguiz e investidores estrangeiros firmaram acordos para ampliar a presença de energia solar e eólica, com estimativas de até 5 gigawatts (GW) em novas capacidades nas próximas décadas.
Para sustentar essa expansão, o país precisa estruturar o setor com planejamento e regras claras.
Entre as principais prioridades para viabilizar novos projetos e integrá-los à rede elétrica estão:
- Definição de marcos regulatórios específicos para energia solar e outras renováveis;
- Garantia de segurança jurídica para investidores nacionais e estrangeiros;
- Planejamento de longo prazo para redes de transmissão e armazenamento;
- Capacitação de mão de obra local para instalação, operação e manutenção dos sistemas.
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