Torcedores do São Paulo cercam ex-presidente Aidar: “Ladrão e safado”
O ex-presidente do São Paulo FC, Carlos Miguel Aidar, foi cercado por torcedores sob gritos de “ladrão” e “safado”
As imagens de um vídeo registradas pelo perfil @_alexsander, evidenciam o clima de forte tensão política no São Paulo FC.
O ex-presidente e atual membro do Conselho Consultivo, Carlos Miguel Aidar, foi cercado por torcedores sob gritos de “ladrão” e “safado”, expondo um desgaste acumulado entre parte da torcida e figuras históricas em meio à cobrança por transparência e mudanças internas.
Crise política recente no São Paulo FC
A presença de Aidar tem peso simbólico, pois ele carrega acusações antigas de irregularidades financeiras e controvérsias administrativas, associadas a gestões marcadas por crises e disputas internas.
O episódio ocorreu em um ambiente já inflamado pela queda do presidente Julio Casares e pela ruptura de antigos acordos entre diretoria e arquibancada.
A torcida organizada, antes mais próxima da cúpula, passou a adotar postura combativa, rejeitando figuras ligadas a ciclos de crise.
O vídeo de Aidar cercado e hostilizado tornou-se um retrato da ruptura e da desconfiança generalizada no clube.
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🚨🚨🚨 Aidar FORTEMENTE cobrado pelos torcedores após reunião do conselho consultivo. pic.twitter.com/6k2g8Elm8A
— Alexsander Vieira (@_alexsander) February 20, 2026
Entenda o impeachment de Julio Casares no São Paulo FC
Em janeiro de 2026, o então presidente Julio Casares, reeleito para o triênio 2024–2026, passou a responder a um processo de impeachment após denúncias de possíveis irregularidades financeiras.
As suspeitas incluíam movimentações de altos valores em contas pessoais e problemas na comercialização de camarotes e ingressos no Morumbis, investigados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.
O Conselho Deliberativo analisou o caso em 16 de janeiro de 2026 e aprovou o impeachment por ampla maioria, com 188 votos favoráveis e 45 contrários, afastando Casares de imediato e colocando o vice, Harry Massis Júnior, na presidência de forma interina.
Como se desenvolveu o processo de impeachment de Julio Casares
O estatuto previa uma Assembleia Geral de Sócios em até 30 dias para ratificar o impeachment e definir punições políticas, como perda de direitos internos.
Essa etapa, porém, foi esvaziada pela renúncia oficial de Casares, apresentada em 21 de janeiro de 2026, sob alegação de preservar a família e reduzir a instabilidade.
Com a renúncia, Harry Massis Júnior assumiu definitivamente até dezembro de 2026.
A gestão de Casares, iniciada em 2021, combinou títulos esportivos com cenário financeiro delicado, dívidas e denúncias externas que mobilizaram torcedores em protestos presenciais e nas redes sociais.

Por que o caso Julio Casares ainda afeta o ambiente interno do clube
Mesmo após a renúncia, o impeachment de Julio Casares segue influenciando a política interna, com pressão de grupos ligados tanto à antiga gestão quanto à oposição.
Aliados de Casares, como o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu, passaram a contestar decisões da nova administração e levantar novas suspeitas.
Nesse cenário de desconfiança constante, alguns elementos ajudam a entender a intensidade da crise recente e o desgaste da relação entre torcida e cúpula tricolor:
Por que o caso Julio Casares ainda afeta o ambiente interno?
Pressão Institucional
Cobrança incessante sobre dirigentes em jogos, reuniões deliberativas e eventos públicos, minando a zona de conforto da cúpula.
Ruptura do Pacto
O fim da lógica de apoio incondicional. A arquibancada não atua mais como escudo para a diretoria, gerando isolamento político.
Efeito Digital Viral
Redes sociais aceleram a repercussão de denúncias. O confronto digital impossibilita o controle de danos tradicional.
Estado de Alerta Judicial
Investigações externas mantêm o clube em instabilidade permanente, afetando negociações e a imagem institucional.
Possíveis caminhos para o São Paulo FC após o impeachment
O cenário pós-impeachment indica um período de transição e disputa prolongada, com Harry Massis Júnior tentando conduzir o clube até 2026 sob intensa vigilância.
Conselheiros influentes, ex-dirigentes e torcedores organizados ampliam o controle sobre contratos, receitas e processos internos.
Especialistas em governança esportiva sugerem medidas como revisão estatutária, maior transparência financeira e limitação de poderes vitalícios, que podem reduzir conflitos.
A forma como diretoria e conselhos responderem às cobranças da torcida será decisiva para a estabilidade institucional do São Paulo FC nos próximos anos.
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