Impeachment do presidente será votado nessa 6°feira, 16. Veja detalhes da votação
O pedido de impeachment do presidente abriu uma das discussões políticas mais relevantes dentro da Instituição nos últimos anos
O pedido de impeachment do presidente Julio Casares abriu uma das discussões políticas mais relevantes do São Paulo Futebol Clube nos últimos anos, envolvendo conselheiros, sócios, decisões judiciais e investigações da Polícia Civil sobre a gestão financeira e o uso de camarotes no Morumbis.
Como funciona o impeachment do presidente do São Paulo FC
O processo de impeachment segue o Estatuto Social do clube, hoje complementado por liminar da 3ª Vara Cível do Butantã.
A reunião do Conselho Deliberativo deve ocorrer a partir das 18h30m dessa 6°feira, 16, em formato híbrido, com voto secreto presencial e virtual, entre os 255 conselheiros, sendo 254 aptos a votar.
Para instalar a reunião é exigido quórum mínimo de 75% dos conselheiros (191 participantes). Para aprovar o impeachment, bastam dois terços dos votos favoráveis entre os presentes, o que pode equivaler a 170 votos se todos os aptos participarem.
O que acontece se o impeachment do presidente Julio Casares for aprovado
Se o Conselho aprovar o impeachment, o processo segue para a Assembleia Geral de sócios, que deve ser convocada em até 30 dias pelo presidente do Conselho Deliberativo.
Durante esse período, Julio Casares se afasta e o vice, Harry Massis Junior, assume interinamente. Na Assembleia Geral, a decisão passa aos sócios, que deliberam por maioria simples dos votos válidos.
Caso confirmem o afastamento, o vice-presidente completa o mandato até o fim de 2026, enquanto as articulações políticas para o triênio 2027-2029 se intensificam.
CLIMA PESADO NO MORUMBIS
— Xsports (@xsportsbrasil) January 15, 2026
Às vésperas da votação do pedido de impeachment de Casares, um grafite com críticas à gestão de Julio Casares apareceu em frente ao estádio. A frase “Fora Casares e sua corja” veio acompanhada da imagem do presidente retratado como um rato.
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O que ocorre se o impeachment for rejeitado em alguma fase
Se o impeachment não alcançar os votos necessários no Conselho, o processo é arquivado, e Julio Casares permanece no cargo até 2026.
Nessa situação, o foco político retorna à eleição do próximo presidente, prevista para o fim de 2026.
Caso o Conselho aprove o impeachment, mas a Assembleia Geral rejeite, prevalece a decisão dos sócios, e o presidente retorna normalmente ao exercício do mandato.
Assim, a Assembleia funciona como instância final de confirmação ou reversão da decisão do Conselho.
- Impeachment rejeitado no Conselho: processo encerrado; presidente segue até 2026.
- Impeachment aprovado no Conselho e rejeitado na Assembleia: sócios mantêm o presidente no cargo.
- Impeachment aprovado nas duas etapas: presidente destituído; vice assume até dezembro de 2026.
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🚨 ÁUDIO VAZADO DO MORUMBI
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Trecho divulgado pelo Blog do Nicola revela articulação envolvendo Denis Ormrod, Vinícius Pinotti e Fábio Mariz. O conteúdo escancara os bastidores do São Paulo FC. Parabéns para o Vinícius Pinotti 👏🇾🇪 pic.twitter.com/zDLId8e0MJ
Como começou o pedido de impeachment e quais são as principais denúncias
O pedido de impeachment foi protocolado em 23 de dezembro, com 57 assinaturas de conselheiros, liderados pelo grupo de oposição Salve o Tricolor Paulista e com apoio de parte da base governista.
O objetivo era solicitar reunião extraordinária para discutir a destituição de Julio Casares.
O contexto foi agravado por denúncias sobre uso irregular de camarotes e ingressos em eventos, como o show de Shakira em 2025, com envolvimento citado de Mara Casares e do diretor de marketing Douglas Schwartzmann em suposto esquema.
Quais investigações envolvem a gestão de Julio Casares
Paralelamente ao rito interno, a Polícia Civil conduz inquérito sobre possíveis irregularidades financeiras no clube e nas contas pessoais de Julio Casares.
As apurações ganharam relevância política e aumentaram a pressão por transparência.
Entre os pontos investigados estão depósitos em espécie de cerca de R$ 1,5 milhão nas contas do presidente e cerca de 35 saques em contas do clube entre 2021 e 2025, somando aproximadamente R$ 11 milhões, o que expõe desafios de governança e controle interno no São Paulo FC.
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