Gigantes do futebol brasileiro lançam manifesto a favor do gramado sintético
No manifesto, os clubes defendem que o campo sintético segue normas internacionais de entidades como FIFA e confederações continentais.
O uso de gramado sintético na Série A do Campeonato Brasileiro voltou ao centro das discussões em 2025, especialmente após um manifesto conjunto de clubes que adotam essa tecnologia, reacendendo o debate sobre segurança dos atletas, padronização dos estádios e futuro da infraestrutura do futebol nacional.
Quais clubes da Série A utilizam gramado sintético
Cinco clubes da elite nacional mandam seus jogos em estádios com gramado artificial certificado: Atlético-MG, Athletico-PR, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras.
As arenas foram construídas ou reformadas em padrões recentes, pensando em uso intenso ao longo da temporada.
Os estádios com superfície sintética são: Arena MRV, Arena da Baixada, Estádio Nilton Santos, Arena Condá e Allianz Parque.
Em geral, utilizam gramados de geração moderna, com fibras avançadas, borrachas específicas e, em alguns casos, sistemas híbridos que combinam elementos naturais e sintéticos.
Quais são os principais argumentos a favor do gramado sintético
No manifesto, os clubes defendem que o campo sintético segue normas internacionais de entidades como FIFA e confederações continentais.
Alegam que, se instalado e mantido dentro dos padrões, oferece regularidade na velocidade da bola, menor desgaste superficial e menos falhas de terreno.
Os signatários destacam ainda que não há consenso científico sobre aumento de lesões ligado ao gramado sintético moderno.
Para eles, qualquer tentativa de proibição deveria se basear em pesquisas amplas, comparando diferentes estádios, climas e modelos de manutenção ao longo do ano.
⚠️ Athletico, Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras emitem nota conjunta sobre gramado sintético:
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) December 11, 2025
“Um gramado sintético de alta performance supera os campos naturais em más condições presentes em parte significativa dos estádios do país.”
“Não há qualquer estudo… pic.twitter.com/NpDH5SydAh
Como a padronização dos gramados influencia o debate
Os clubes argumentam que focar apenas na proibição ou não do gramado artificial desvia a atenção de problemas recorrentes em campos naturais, como buracos, falhas de drenagem e desgaste acentuado.
A discussão, segundo o manifesto, deve buscar igualdade de condições entre mandantes em competições de pontos corridos.
Nessa linha, a proposta é estabelecer critérios mínimos para todos os estádios, com foco na qualidade do piso e na transparência das condições oferecidas aos atletas e às equipes técnicas.
- Padrões claros para gramados naturais, sintéticos ou híbridos em regulamento técnico.
- Inspeções periódicas com laudos independentes de especialistas.
- Divulgação de dados de uso, reformas e testes de segurança dos campos.
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Quais impactos o gramado sintético traz para o estilo de jogo e o calendário
Treinadores e jogadores apontam que a bola costuma rolar de forma mais previsível em gramados sintéticos bem mantidos, favorecendo passes rápidos e trocas de posição.
Em contrapartida, alguns atletas relatam necessidade de adaptação ao alternar constantemente entre superfícies naturais e artificiais.
No calendário, o gramado artificial é visto como resposta ao grande número de jogos, treinos e eventos em arenas multiuso.
A tecnologia tende a suportar maior carga de uso sem deterioração acentuada, permitindo que os clubes explorem melhor os estádios como fonte de receita extra.
Como o debate pode evoluir nos próximos anos
Com propostas de mudança de regulamento em discussão, a tendência é que federações e confederações definam parâmetros mais detalhados para qualquer tipo de superfície de jogo. Isso inclui padrões técnicos, métricas de desempenho e limites de uso por temporada.
Enquanto não há decisão definitiva, os clubes defensores do gramado sintético insistem em uma abordagem baseada em dados de lesões, estudos de campo e monitoramento contínuo da qualidade.
Assim, o tema se integra a uma discussão mais ampla sobre profissionalização da infraestrutura do futebol brasileiro.
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