Flamengo sofre dura derrota e clubes da série A começam a receber valores milionários
A distribuição de direitos de transmissão no futebol brasileiro ganhou novos contornos com disputa jurídica entre Flamengo e Libra.
O debate sobre a distribuição de direitos de transmissão no futebol brasileiro ganhou novos contornos com a recente disputa jurídica envolvendo o Flamengo e a Libra, Liga criada em 2022 para buscar a modernização do futebol nacional.
A decisão judicial que liberou a maior parte dos valores bloqueados anteriormente trouxe alívio para clubes como Atlético-MG, Grêmio e Palmeiras, mas a questão de como distribuir esses recursos continua a dividir opiniões.
A origem do conflito está no contrato que a Libra firmou com a Rede Globo, estipulando a maneira como a receita de transmissão deveria ser dividida entre os clubes da Série A.
A divisão proposta previa que 40% dos valores seriam distribuídos igualmente entre todos os clubes, 30% seriam baseados no desempenho esportivo e os 30% restantes seriam determinados pela audiência das transmissões.
Essa última parte é a principal fonte da discordância do Flamengo, que questiona a equidade do sistema proposto.
Por que o Flamengo discorda dos critérios de audiência?
O Flamengo, argumentando que o critério de audiência estabelecido é inadequado, sugere uma divisão com base no número de cadastros no serviço de pay-per-view.
A lógica por trás dessa argumentação é que, ao calcular a audiência por cadastros, a receita seria mais representativa do interesse do público em cada clube, ajustando o repasse financeiro aos clubes que atraem mais torcedores às transmissões pagas.
Nessa proposta, um clube que represente uma maior parcela dos cadastros de pay-per-view teria uma fatia proporcionalmente maior do montante financeiro disponível.
A imposição da Libra utiliza uma fórmula que considera a audiência geral das partidas ao vivo, contabilizando tanto jogos em casa quanto fora e ponderada pelas receitas das plataformas de transmissão.
No entanto, o Flamengo defende que essa metodologia não necessariamente reflete a base de torcedores a quem as transmissões pagas se destinam, uma vez que o contrato não especifica os pagamentos de cada plataforma.
O Clube de Regatas do Flamengo informa que tomou conhecimento da decisão proferida pela desembargadora relatora no processo movido contra a Liga do Futebol Brasileiro (Libra), que manteve o bloqueio judicial dos valores da verba de audiência conforme o montante indicado pelo…
— Flamengo (@Flamengo) November 12, 2025
Como a decisão da Justiça afeta a distribuição de fundos?
A recente decisão judicial, liberando a maior parte dos fundos previamente bloqueados, reflete uma tentativa da Justiça de trazer equilíbrio temporário à situação, enquanto a disputa principal ainda está em curso.
A desembargadora responsável pelo caso destacou a necessidade de um contrato que assegure maiores garantias, algo que já está presente com o envolvimento da Rede Globo.
Portanto, apenas uma fração dos R$ 80 milhões inicias permanece retida como precaução.
O que significa a disputa para o futuro da Libra?
A divisão interna exposta por esse conflito sugere que, apesar da intenção original da Libra de modernizar o futebol brasileiro e unificar interesses, divergências significativas ainda existem.
Com clubes como o Flamengo levando a questão ao tribunal e outros como o Volta Redonda mostrando apoio, a liga enfrenta desafios em garantir que seus membros se alinhem em questões cruciais.
A busca por um modelo de distribuição que atenda a todos os clubes, em meio a realidades financeiras e de público bastante variáveis, é crucial para o sucesso futuro da Libra e do futebol brasileiro como um todo.
O caso em questão ressalta a complexidade de negociar direitos de transmissão em um ambiente com interesses diversos.
A busca por uma solução consensual continua, com a expectativa de que reuniões futuras e possivelmente mais arbitragens judiciais possam trazer um desfecho satisfatório tanto para a Liga quanto para os clubes envolvidos.
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