Vídeo mostra o que acontece no corpo após a picada da mamba-verde
Entenda como o veneno da mamba-verde bloqueia nervos e músculos quase instantaneamente
A picada da mamba-verde chama a atenção de pesquisadores e curiosos pela rapidez com que provoca efeitos no organismo. Em laboratório, registros em vídeo mostram um camundongo perdendo os movimentos poucos instantes após o envenenamento, o que ilustra a eficiência da peçonha dessa serpente africana e sua forte ação sobre o sistema nervoso.
O que caracteriza a peçonha neurotóxica da mamba-verde?
A palavra-chave central nesse tema é peçonha neurotóxica. No caso da mamba-verde, o veneno é formado por proteínas e pequenas moléculas que interferem diretamente na transmissão dos impulsos nervosos, atingindo sistema nervoso central e periférico.
Em vez de causar grande destruição de tecidos, o foco é bloquear a comunicação entre nervos e músculos. Isso explica por que o envenenamento é rápido e sistêmico, com paralisia e dificuldade respiratória surgindo em poucos instantes, sobretudo em pequenos mamíferos.
Como a peçonha da mamba-verde age no organismo?
A picada de mamba-verde injeta veneno por dentes anteriores fixos e canaliculados, típicos de serpentes da família Elapidae. As toxinas se espalham rapidamente pelo sangue, alcançando nervos e junções neuromusculares, de modo que pequenas quantidades já causam impacto importante.
As toxinas bloqueiam receptores de acetilcolina e interferem na liberação de neurotransmissores, impedindo que o “sinal” nervoso chegue aos músculos. Surge então fraqueza intensa, seguida de paralisia progressiva, colapso respiratório e, sem tratamento, risco elevado de morte.
Assista o momento capturado em vídeo:
Efeito de uma picada de mamba-verde em um camundongo.
— Legião Escamada 🐍🦎🐊🐢 (@legiaoescamada) August 28, 2024
As serpentes da família Elapidae possuem peçonha com efeito neurotóxico, agindo diretamente no sistema nervoso da sua presa. Essa é uma das peçonhas mais potentes do reino animal, tendo seu efeito em segundos. pic.twitter.com/TFtE4jfZnA
Por que a peçonha da mamba-verde é tão eficiente na caça?
No ambiente natural, a mamba-verde depende da eficiência do veneno para capturar presas rápidas, como aves e pequenos mamíferos. A ação neurotóxica impede fuga ou reação, reduzindo esforço de perseguição e risco de ferimentos na serpente.
Do ponto de vista evolutivo, essa peçonha oferece grande vantagem ao agir quase imediatamente no sistema nervoso. A rapidez dos efeitos aumenta o sucesso na caça, economiza energia e diminui as chances de a presa escapar ou ser disputada por outros predadores.
Quais são as principais fases do envenenamento pela mamba-verde?
O envenenamento pela mamba-verde costuma seguir um encadeamento de sinais que ajuda a entender a rapidez e a gravidade do quadro. Essas etapas ilustram como o veneno altera o controle do organismo sobre respiração e movimento em pouco tempo.
Alterações comportamentais
Surgem sinais leves como agitação, respostas lentas ou desorientação da presa.
Comprometimento motor
Fraqueza progressiva, dificuldade de locomoção e perda de coordenação tornam-se evidentes.
Imobilidade dos membros
Os membros tornam-se imóveis à medida que a paralisia se espalha pelo corpo.
Falência respiratória
A musculatura respiratória é afetada, levando ao colapso geral do organismo.
Quais são os potenciais usos médicos da peçonha da mamba-verde?
A peçonha neurotóxica da mamba-verde também desperta interesse biomédico, pois seus componentes ajudam a entender melhor a comunicação entre neurônios e os receptores envolvidos. Algumas moléculas podem inspirar o desenvolvimento de medicamentos para dor crônica, distúrbios neuromusculares e cardiologia.
Pesquisadores estudam as toxinas específicas, seus mecanismos de ação e possíveis aplicações terapêuticas em doses controladas, além de melhorar antídotos. Em áreas onde a espécie ocorre, porém, a orientação continua sendo buscar atendimento médico imediato e usar soro antiofídico específico sempre que disponível.
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