Vídeo flagra a maior sucuri da história que pesa mais de 200 kg
Em uma região isolada da Amazônia equatoriana, pesquisadores registraram a Eunectes akayima, nova espécie de sucuri verde
Em uma região isolada da Amazônia equatoriana, pesquisadores registraram a Eunectes akayima, nova espécie de sucuri verde encontrada na região indígena de Bameno, no território Waorani, que pode ultrapassar 6 metros de comprimento e 200 quilos.
O que é a Eunectes akayima e por que ela se destaca
A Eunectes akayima é uma nova espécie de sucuri verde descrita por uma equipe internacional, com participação de instituições sul-americanas.
Relatos de campo indicam fêmeas com mais de 6 metros e massa superior a 200 quilos, com corpo mais robusto, cabeça larga e forte musculatura.
Essas características a tornam um dos principais predadores de topo em ambientes alagados amazônicos.
I saw the northern green anaconda ( Eunectes akayima ) last year in iZoo. https://t.co/DdXppQBAne pic.twitter.com/9NLBOfpxeh
— Metasuchus (メタスクス) (@metasuchus) February 22, 2024
Principais características físicas e hábitos de caça da nova sucuri
Embora a píton-reticulada ainda seja considerada a serpente mais longa do planeta, a Eunectes akayima se sobressai pela combinação de comprimento e grande volume corporal.
Essa proporção reforça seu papel como grande constritora de mamíferos, aves aquáticas e répteis de médio porte.
Seu comportamento alimentar segue o padrão de outras sucuris, com ataques por emboscada, mordida de contenção e constrição até a imobilização da presa.
Estudos iniciais sugerem que ela é especialmente eficiente em áreas inundadas, com águas calmas e margens densamente vegetadas.
Como a Eunectes akayima se adapta ao ambiente amazônico
A Eunectes akayima representa um caso de adaptação extrema a rios escuros, igarapés e áreas de várzea.
Relatos tradicionais de povos indígenas já mencionavam serpentes gigantes nessas regiões, coincidindo com os locais onde a espécie foi confirmada.
Suas estratégias de sobrevivência e caça na Amazônia incluem um conjunto de adaptações físicas e comportamentais que favorecem a camuflagem e a discrição no habitat aquático:
- Coloração camuflada, com tons de verde-oliva e manchas escuras;
- Comportamento semi-aquático, predominando em rios, lagos e áreas inundadas;
- Capacidade de permanecer imóvel por longos períodos em modo de espera;
- Respiração discreta, com apenas parte da cabeça à superfície.
O que a descoberta revela sobre a biodiversidade amazônica
A identificação da Eunectes akayima reforça a ideia de que a Amazônia ainda é parcialmente desconhecida para a ciência.
Análises genéticas indicam que sua distribuição inclui áreas do Equador, Colômbia, Venezuela e Guianas, sugerindo um conjunto complexo de linhagens de grandes serpentes.
Para a herpetologia, a descoberta mostra a importância de integrar DNA, observações de campo e conhecimento indígena.
Comunidades locais muitas vezes já reconhecem diferenças entre animais que antes eram agrupados em uma única espécie pela ciência.
Por que preservar a Amazônia é essencial para novas descobertas
O registro da maior sucuri em termos de massa destaca que conservar a Amazônia é fundamental para descobrir e estudar novas espécies.
As áreas onde vive a Eunectes akayima sofrem pressão de desmatamento, mineração e expansão agrícola.
Medidas como fortalecimento de áreas protegidas, valorização do conhecimento indígena e uso de tecnologias de monitoramento ajudam a manter o bioma em pé.
Cada nova espécie descrita reforça que a floresta abriga processos ecológicos e relações ainda pouco documentados.
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