Tem um planeta inteiro escondido dentro de Júpiter e ninguém consegue chegar lá
Núcleo rochoso do tamanho de 25 Terras fica comprimido no centro do planeta gigante
Entre todos os mundos do Sistema Solar, Júpiter sempre chamou atenção pelo tamanho absurdo, mas as últimas descobertas deixaram esse gigante ainda mais intrigante: por baixo de tantas camadas de gás, os cientistas encontraram evidências de um núcleo rochoso gigantesco, quase como um planeta escondido dentro de outro.
O que torna Júpiter tão diferente dos outros planetas?
Júpiter tem cerca de 139.822 km de diâmetro e espaço interno para acomodar mais de 1.300 Terras, o que o coloca como o maior planeta do Sistema Solar, um verdadeiro colosso cósmico em termos de volume e massa.
Graças à sonda Juno, da Nasa, que já chegou a apenas 15.000 km do topo da atmosfera joviana, surgiram imagens detalhadas de suas nuvens turbulentas, cheias de redemoinhos e faixas laranjas, brancas e marrons em constante movimento.

Como é atravessar a atmosfera do gigante gasoso?
A atmosfera de Júpiter é composta principalmente por hidrogênio e hélio, estendendo-se por cerca de 70.000 km até as regiões mais internas, em um trajeto que hoje está muito além da capacidade tecnológica humana.
À medida que se desce pelas camadas internas, a pressão sobe de forma brutal e o hidrogênio passa a se comportar de um jeito totalmente diferente, primeiro virando um líquido sob altíssima pressão. Em profundidades ainda maiores, com pressão chegando a cerca de 3 milhões de vezes a pressão atmosférica da Terra, esse hidrogênio líquido se transforma em hidrogênio metálico, capaz de conduzir eletricidade.
Como seria esse planeta rochoso escondido dentro de Júpiter?
No centro, os modelos indicam um núcleo com até 18 a 25 vezes a massa da Terra, formado por materiais pesados em estado sólido ou semissólido, comprimidos há bilhões de anos pela gravidade imensa do planeta.
Simulações sugerem um interior complexo, dividido em camadas concêntricas. Para entender melhor essa estrutura, vale observar alguns componentes que provavelmente fazem parte desse núcleo exótico:
- Base densa de rochas, formada por colisões de planetesimais primitivos.
- Gelos de água, amônia e possivelmente metano envolvendo a região rochosa.
- Camadas superiores de hidrogênio e hélio ultra-comprimidos.
- Pressões que chegam a milhões de atmosferas e temperaturas próximas de 20.000 °C.
Quer ver imagens reais de Júpiter capturadas pela Juno? Assista ao vídeo abaixo:
Por que esse núcleo ainda é um grande mistério?
Mesmo com tantos dados de sondas espaciais, nenhum equipamento atual suportaria a combinação de temperatura e pressão do interior joviano, muito além dos cerca de 1.000 atmosferas registradas no fundo das Fossas das Marianas na Terra.
O núcleo pode estar sofrendo erosão e se misturando às camadas de hidrogênio e hélio, levantando hipóteses sobre como outros gigantes gasosos se formam. Esse planeta interno é um mundo escuro, mais quente que a superfície do Sol.
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