Sumido por 50 anos, álbum de Elis Regina reaparece e emociona fãs
O álbum “Elis”, de Elis Regina, lançado originalmente em 1972, foi relançado em 2025 em versões física e digital
O álbum “Elis”, de Elis Regina, lançado originalmente em 1972, foi relançado em 2025 em versões física e digital, com remasterização a partir das fitas originais da antiga Phonogram (hoje Universal Music), recolocando em circulação um dos discos mais marcantes da música popular brasileira.
Importância do relançamento do álbum Elis
O relançamento resgata um projeto que dialoga com diferentes momentos da MPB, agora com maior nitidez de instrumentos, definição de timbres e equilíbrio entre voz e arranjos.
Em um cenário dominado pelo streaming, a nova edição física reforça o interesse pelo formato de álbum completo.
A remasterização busca valorizar detalhes sonoros antes pouco perceptíveis, aproximando novos ouvintes da experiência original de estúdio.
Ao mesmo tempo, atende colecionadores que prezam por edições cuidadas e pela preservação de obras fundamentais da discografia brasileira.
Contexto histórico do álbum Elis de 1972
Lançado em 1972, o disco marca um ponto de virada na carreira de Elis Regina, sendo o primeiro de estúdio após a separação do produtor e compositor Ronaldo Bôscoli.
A fase inaugura maior liberdade artística para a cantora, com forte parceria criativa com César Camargo Mariano nos arranjos.
Inserido em um Brasil sob regime autoritário, o álbum reflete uma MPB que recorria a metáforas e imagens poéticas para tratar de temas sensíveis.
A produção de Roberto Menescal e o selo Philips/Phonogram consolidam o trabalho como um marco da indústria fonográfica da época.
Destaques musicais do álbum Elis
O repertório reúne canções que se tornaram referências da MPB, com obras de Aldir Blanc, João Bosco, Tavito, Zé Rodrix, Chico Buarque, Francis Hime e Tom Jobim.
As faixas circulam entre o comentário social sutil, a introspecção e o drama amoroso, sempre filtrados pela interpretação intensa de Elis.
Algumas músicas ganharam relevância histórica e continuam presentes em gravações, pesquisas e playlists, como mostra a seleção abaixo:
- Bala com Bala – ritmo acelerado, letra imagética e destaque para a combinação de voz e percussão.
- Casa no Campo – atmosfera contemplativa, melodias serenas e novo lyric video divulgado no YouTube.
- Atrás da Porta – construção dramática sobre o fim de um relacionamento, com orquestração de Francis Hime.
- Águas de Março – clássico de Tom Jobim, com gravação que ajudou a consolidar seu status na MPB.
Sonoridade e colaborações no álbum Elis
O disco simboliza uma fase em que a MPB consolidava novas linguagens após a era dos festivais, aproximando intérpretes, arranjadores e compositores.
A presença conjunta de nomes como Aldir Blanc, João Bosco, Chico Buarque e Tom Jobim ilustra a intensidade criativa do período.
Os arranjos de César Camargo Mariano combinam elementos do jazz, da bossa nova e da canção popular, sem perder o foco na voz de Elis.
Essa integração de referências brasileiras e internacionais reforça o caráter sofisticado e, ao mesmo tempo, acessível do álbum.
Redescoberta do álbum Elis pelas novas gerações
O relançamento em 2025 mostra que o álbum continua a despertar curiosidade em públicos de diferentes idades.
Plataformas digitais ampliam o acesso ao catálogo de Elis Regina, permitindo que ouvintes que conhecem apenas alguns sucessos cheguem ao disco completo.
Edições físicas remasterizadas, encartes e materiais extras, como o lyric video de “Casa no Campo”, mantêm o álbum em circulação ativa.
Assim, “Elis” segue sendo ouvido, estudado e incluído em programações dedicadas à MPB, reafirmando sua relevância histórica e artística.
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