Seis doenças que mais afastaram trabalhadores em 2025
Veja o que falta fazer para proteger a saúde dos trabalhadores
O afastamento de trabalhadores por problemas de saúde tem chamado atenção no Brasil em 2026, principalmente pela frequência de doenças como dor crônica, transtornos mentais e lesões musculoesqueléticas, que impactam a renda dos profissionais, a produtividade das empresas e os gastos do sistema de seguridade social.
Quais são as doenças que mais afastaram trabalhadores em 2025?
Segundo o Ministério da Previdência Social, o afastamento do trabalho por doença no ano de 2025 foi liderado por problemas na coluna, lesões traumáticas e transtornos mentais comuns, muitas vezes associados ao ritmo intenso de trabalho e à falta de prevenção.
Entre as principais causas de incapacidade temporária estão dores nas costas (237.113 casos), desgastes dos discos intervertebrais (208.727), fraturas de perna ou tornozelo (179.743), transtornos ansiosos (166.489), lesões de ombro (135.093) e episódios depressivos (126.608).
Por que dores nas costas lideram o afastamento do trabalho?
As dores nas costas aparecem no topo do ranking por estarem ligadas a esforço físico repetitivo, levantamento de peso, longas horas em pé ou sentado e posturas inadequadas, especialmente em ambientes sem mobiliário ergonômico.
Desgastes de discos intervertebrais, lesões de ombro e fraturas de membros inferiores geralmente se relacionam a quedas, movimentos bruscos e uso incorreto de equipamentos, podendo levar a afastamentos prolongados.

De que forma os transtornos mentais influenciam o afastamento?
Transtornos ansiosos e episódios depressivos ganham destaque no afastamento do trabalho em 2026, ligados a alta pressão por resultados, jornadas extensas, conflitos interpessoais e dificuldade em conciliar vida pessoal e profissional.
Essas condições podem causar preocupação constante, alteração do sono, queda no rendimento e desânimo persistente, exigindo muitas vezes afastamento temporário, tratamento adequado e políticas de apoio psicológico nas empresas.
Como fatores ocupacionais contribuem para lesões musculoesqueléticas?
Grande parte dos problemas musculoesqueléticos poderia ser reduzida com ajustes simples na organização do trabalho, melhores condições ergonômicas e treinamento adequado para tarefas físicas exigentes.
Alguns dos principais fatores de risco presentes no ambiente laboral e que favorecem o afastamento são:
Postura inadequada
Manter posições incorretas por longos períodos em atividades repetitivas sobrecarrega músculos e articulações.
Ausência de pausas
A falta de intervalos para descanso dificulta a recuperação muscular e aumenta o risco de lesões.
Equipamentos inadequados
Mobiliário e ferramentas não ergonômicos forçam movimentos compensatórios e posturas prejudiciais.
Treinamento insuficiente
A execução de tarefas físicas intensas sem preparo adequado aumenta o risco de distensões e sobrecarga.
Quais ações podem reduzir o afastamento por doença no trabalho?
O ranking revela um padrão que combina dores nas costas, lesões articulares e transtornos emocionais, indicando que muitos postos de trabalho ainda carecem de condições seguras e saudáveis, tanto físicas quanto psicossociais.
Para diminuir o afastamento por doença, recomenda-se investir em ergonomia, prevenção de acidentes, programas de saúde mental, monitoramento de indicadores ocupacionais e campanhas educativas sobre postura, pausas e alongamentos, criando ambientes de trabalho mais sustentáveis.
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