Rússia é gigante, mas tem menos gente do que você imagina
Clima extremo e temperaturas absurdas mantêm imensas áreas praticamente desabitadas
A Rússia é o maior país do planeta, ocupa um terço da Eurásia, mas mantém grandes áreas quase vazias. Mesmo com território duas vezes maior que o Brasil, sua população é menor que 70% da brasileira.
Por que tanto território russo parece vazio no mapa?
Ao comparar a Rússia com outros países, a disparidade populacional fica evidente. Países como Nigéria e China concentram muito mais pessoas em áreas menores, enquanto o mapa russo aparece em tons claros de densidade populacional.
A divisão entre Rússia europeia e asiática é marcada pelos montes Urais. Apenas 20% do território fica na parte europeia, mas ali vivem aproximadamente 68% dos russos, em cidades como Moscou, São Petersburgo e Ecaterimburgo.

Como o clima extremo explica essa concentração populacional?
O clima é fator central para entender por que a Sibéria e o norte russo são pouco povoados. Em Yakutsk, capital de Yakútia, o inverno atinge médias de -40°C, com registros históricos próximos de -71°C.
As áreas ao sul concentram solos férteis e temperaturas amenas, favorecendo agricultura e instalação de infraestrutura. Enquanto a Rússia tem média anual de 5°C, países próximos ao Equador como Índia registram 32°C.
Qual o papel da história econômica nessa desigualdade?
Os primeiros povoados se formaram ao redor de rios como Volga e Neva, onde havia água, alimento e rotas de transporte. Durante a União Soviética, investimentos se concentraram nas regiões centrais e europeias:
A Ferrovia Transiberiana liga Moscou a Vladivostok, conectando cidades-chave à China, Mongólia e Coreia do Norte. Gasodutos estratégicos como Yamal-Europa e Nord Stream conectam a Rússia aos mercados da Europa Ocidental, enquanto o Mar Báltico oferece rotas essenciais com portos em Copenhague, Estocolmo e Helsinque.
Quer ver Sibéria congelada? Vídeo mostra realidade do frio extremo:
O que o governo russo faz para povoar áreas vazias?
A urbanização leva pessoas para grandes centros com melhor infraestrutura e salários. Imigrantes de países como Cazaquistão, Moldávia e Uzbequistão se concentram em Moscou, São Petersburgo e Kazan, apesar da queda recente por causa da guerra contra a Ucrânia.
O governo oferece incentivos financeiros e fiscais para pessoas e empresas que se mudem para a Sibéria e extremo oriente, incluindo subsídios para projetos como centros de mineração de criptomoedas. Essas estratégias apontam redistribuição gradual onde clima, história e geografia seguem ditando onde a maioria escolhe viver.
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