Qual a diferença entre golfinhos e botos?
Veja como identificar golfinho e boto com dicas simples e rápidas
Ao observar rapidamente um golfinho e um boto na água, muitas pessoas não percebem que se trata de animais diferentes. Ambos são mamíferos aquáticos, utilizam respiração pulmonar e vivem em grupos, mas existem diferenças importantes entre eles, que vão do formato do corpo ao tipo de ambiente em que costumam ser encontrados.
O que diferencia golfinho e boto na classificação científica?
A palavra-chave principal aqui é diferença entre golfinho e boto. Golfinhos pertencem, em geral, à família Delphinidae, com dezenas de espécies marinhas distribuídas por oceanos de todo o mundo. Já o boto, no contexto brasileiro, costuma designar cetáceos de água doce, como o boto-cor-de-rosa da Amazônia, da família Iniidae.
Na prática, chama-se golfinho os animais marinhos de corpo alongado, focinho fino e nadadeira dorsal alta, muito ativos em mar aberto. O boto é associado a espécies de rios e áreas costeiras interiores, com corpo mais robusto e adaptações específicas para águas turvas, cheias de galhadas e vegetação submersa.
Quais são as principais diferenças físicas entre golfinho e boto?
A diferença entre golfinho e boto aparece logo na aparência. Golfinhos marinhos têm corpo hidrodinâmico e fusiforme, ideal para nadar em alta velocidade e percorrer longas distâncias. Muitos botos de água doce, por sua vez, exibem corpo mais roliço, cabeça proporcionalmente maior e coloração variando do cinza ao rosado.
Algumas características ajudam na identificação visual desses animais em campo, sobretudo durante atividades de ecoturismo ou observação de fauna:
Formato do focinho
Golfinhos têm focinho alongado, em forma de “bico”; botos de rio apresentam focinho mais grosso e cabeça arredondada.
Nadadeira dorsal
Em muitos golfinhos, a nadadeira dorsal é alta e curva; nos botos de água doce, quando existe, costuma ser baixa e discreta.
Coloração
Golfinhos tendem ao tom cinza-azulado; botos apresentam cores acinzentadas, claras ou rosadas, como o boto-cor-de-rosa.
Onde vivem
Golfinhos são mais comuns em mares e oceanos; botos habitam principalmente rios e ambientes de água doce.
Como golfinho e boto se comportam e se comunicam?
Golfinhos marinhos são frequentemente vistos surfando ondas, acompanhando embarcações e realizando saltos fora d’água, o que os torna bastante visíveis. Botos amazônicos, ao contrário, costumam ser mais discretos na superfície, aparecendo rapidamente para respirar e desaparecendo em seguida.
Ambos usam intensamente a ecolocalização para navegar, se comunicar e localizar presas, emitindo sons que retornam em forma de eco. Espécies de água doce são especialmente adaptadas a ambientes escuros, com baixa visibilidade, cheios de obstáculos naturais, onde a audição é mais eficiente que a visão.
Onde vivem golfinhos e botos e do que se alimentam?
Golfinhos estão amplamente distribuídos por oceanos tropicais, temperados e frios, podendo habitar áreas costeiras, baías e mar aberto. Botos de água doce vivem principalmente em grandes bacias hidrográficas, como a Amazônica e a do rio Orinoco, ocupando rios, lagos e áreas sazonalmente alagadas.
Essa diferença de habitat se reflete na alimentação e na organização social. Golfinhos marinhos comem peixes oceânicos, lulas e crustáceos, muitas vezes em grandes grupos. Botos de rio caçam peixes de água doce em ambientes complexos, podendo ser solitários ou formar grupos pequenos, que se reúnem em locais com muita oferta de alimento.
Assista um vídeo do canal Campos Biologia com detalhes desses animais:
Como identificar na prática a diferença entre golfinho e boto?
Para observadores de fauna e turistas, algumas pistas simples ajudam na identificação. O tipo de ambiente é o primeiro filtro: em águas doces, como rios e lagos interioranos, a probabilidade de se tratar de um boto é maior, enquanto em mares e oceanos normalmente se fala em golfinhos.
Além do ambiente, é útil considerar formato do corpo, cor, nadadeira dorsal e comportamento na superfície, sempre mantendo distância adequada e respeitando normas de observação responsável, já que muitas espécies sofrem com poluição, pesca acidental e perda de habitat.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)