Preguiça-gigante pré-histórico de 5 toneladas é encontrado no Rio Grande do Norte
A preguiça-gigante do Seridó, associada a Eremotherium laurillardi, representa um dos principais exemplos da megafauna pleistocênica sul-americana.
A descoberta de fósseis de uma preguiça-gigante no interior do Rio Grande do Norte, no Geoparque Seridó reconhecido pela Unesco, tem ajudado pesquisadores a reconstruir parte da história da megafauna que ocupou o Brasil durante o Pleistoceno, destacando a espécie Eremotherium laurillardi como um dos maiores mamíferos terrestres da América do Sul.
Relevância da preguiça-gigante do Seridó para a megafauna brasileira
A preguiça-gigante do Seridó, associada a Eremotherium laurillardi, representa um dos principais exemplos da megafauna pleistocênica sul-americana.
Estimativas apontam para indivíduos com vários metros de comprimento e peso de toneladas, ocupando posição de destaque entre os grandes herbívoros pré-históricos.
O estudo de seus ossos revela como esses mamíferos se adaptaram a climas variáveis e paisagens abertas do Nordeste antigo.
Fragmentos de fêmur, costelas e falanges ajudam a investigar locomoção, postura e modo de alimentação, compondo um quadro mais amplo da biodiversidade pré-histórica brasileira.
Características de vida e hábitos do Eremotherium laurillardi
Pesquisas indicam que o Eremotherium laurillardi era predominantemente herbívoro, alimentando-se de folhas, ramos e possivelmente frutos.
Seu grande porte exigia alta ingestão de matéria vegetal, sugerindo ambientes com oferta razoável de plantas, mesmo sujeitos a oscilações climáticas típicas do Pleistoceno.
A análise anatômica permite inferir aspectos de seu estilo de vida e interação com o ambiente, aproximando a preguiça-gigante de outros grandes mamíferos extintos, como mastodontes.
Entre os principais pontos levantados pelos pesquisadores estão:
- Locomoção: fêmures e vértebras robustos, adequados a caminhadas lentas e estáveis.
- Postura: patas traseiras capazes de sustentar parte do corpo erguido para alcançar vegetação alta.
- Dieta: crânio e mandíbula adaptados ao consumo variado de plantas.

Importância da preguiça-gigante para o Geoparque Seridó
O Geoparque Seridó, com cerca de 2,8 mil km² no interior potiguar, consolida seu reconhecimento internacional com descobertas como a preguiça-gigante.
Os fósseis ampliam o acervo paleontológico, fortalecem pesquisas acadêmicas e incrementam ações de educação ambiental e divulgação científica.
Essa relevância se reflete também no turismo de base científica, com exposições, trilhas interpretativas e atividades guiadas.
A cooperação entre comunidade local e universidades transforma achados isolados em conhecimento sistematizado sobre a fauna pré-histórica do Nordeste.
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Como os fósseis ajudam a entender o passado ambiental do semiárido
Os fósseis da preguiça-gigante do Seridó fornecem pistas sobre clima, vegetação e dinâmicas ecológicas de milhares de anos atrás.
Ao compará-los com o cenário atual do semiárido, pesquisadores identificam mudanças ambientais de longo prazo e transformações nas paisagens regionais.
O cuidado na coleta, preparo e guarda dos materiais estabelece um padrão de preservação do patrimônio natural, aproximando moradores, estudantes e visitantes da história geológica e biológica do Brasil.
Etapas de preservação e uso científico dos fósseis
O trabalho com os fósseis da preguiça-gigante segue protocolos específicos, que garantem sua integridade e tornam o material acessível para pesquisa e educação.
Essas etapas também favorecem a montagem de exposições e o compartilhamento de resultados com o público.
- Registro detalhado do local exato de achado de cada fóssil.
- Limpeza e consolidação do material em laboratório especializado.
- Catalogação em coleções científicas, com numeração e documentação padronizadas.
- Montagem de exposições abertas ao público, com linguagem acessível.
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