Pouca gente cuida, mas essa manutenção pode salvar o motor do seu carro
Temperatura errada destrói motor
Ela não faz barulho, não acende luz no painel no começo e quase nunca aparece na revisão rápida. Ainda assim, quando falha, costuma gerar alguns dos prejuízos mais caros da vida do motorista. Estamos falando da manutenção do sistema de arrefecimento, responsável por manter a temperatura do motor dentro do limite seguro.
Por que a manutenção do sistema de arrefecimento é tão ignorada?
Muitos motoristas acreditam que esse cuidado só é necessário quando o carro ferve. Outros acham que basta completar o reservatório com água comum e seguir rodando. Há ainda quem pense que é um problema exclusivo de veículos antigos.
A realidade é outra. O sistema de arrefecimento trabalha o tempo todo, mesmo em trajetos curtos e no uso urbano. Ignorar essa manutenção não impede o desgaste, apenas adia a descoberta do problema.

O que realmente faz parte do sistema de arrefecimento do carro?
Um erro comum é achar que o sistema se resume ao radiador. Na prática, ele é composto por várias peças que precisam funcionar em conjunto para proteger o motor.
Entre os principais componentes estão:
- Líquido de arrefecimento, formado por aditivo e água desmineralizada.
- Mangueiras responsáveis pela circulação do fluido.
- Válvula termostática, que controla a temperatura ideal.
- Bomba d’água, que mantém o fluxo constante.
- Radiador e ventoinha.
- Sensores de temperatura.
Uma falha pequena em qualquer um desses pontos pode gerar um efeito dominó silencioso.
Por que usar apenas água é um dos erros mais caros?
Completar o sistema apenas com água é um dos hábitos que mais destroem motores ao longo do tempo. A água comum provoca corrosão interna, favorece ferrugem e reduz drasticamente a eficiência da troca de calor.
O aditivo de arrefecimento não é frescura nem item opcional. Ele protege componentes internos, evita oxidação e mantém o sistema limpo. Sem ele, o desgaste acontece de dentro para fora, sem sinais imediatos.
O canal Car Up, no YouTube, mostra um erro simples, ao reabastecer o aditivo, que pode causar problemas no futuro:
Por que o problema só aparece quando o prejuízo já é grande?
O sistema de arrefecimento costuma se degradar lentamente. Mangueiras ressecam, válvulas travam parcialmente, a bomba perde eficiência e o fluido perde suas propriedades sem chamar atenção.
Quando o motorista percebe algo errado, o motor muitas vezes já ferveu ou sofreu danos sérios. É nesse ponto que surgem problemas como queima da junta do cabeçote, empenamento e até trinca no bloco.
Como evitar os piores danos com uma manutenção simples?
A prevenção é direta e custa pouco perto do estrago que evita. O ideal é revisar o sistema pelo menos uma vez por ano e seguir rigorosamente a recomendação do fabricante para troca do líquido.
Também é essencial nunca misturar aditivos diferentes, evitar água comum e ficar atento a sinais discretos, como aumento de temperatura, ventoinha acionando com frequência ou perda lenta de fluido.
Essa é uma daquelas manutenções traiçoeiras: não incomoda no começo, mas quando falha não perdoa. Cuidar da temperatura do motor é escolher entre trocar um fluido barato hoje ou um motor inteiro amanhã.
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