Por que as coisas quebram tão rápido hoje em dia? Isso tem nome, é obsolescência programada
A lógica por trás dessa prática é simples: se todos os produtos tivessem uma durabilidade acentuada, as vendas decresceriam após um certo tempo,
Nas últimas décadas, a percepção de que produtos duram cada vez menos tem se tornado um assunto frequente entre consumidores de todo o mundo. Essa impressão não é sem fundamento, e está intimamente ligada a uma prática chamada de obsolescência programada.
Trata-se de uma estratégia deliberada, na qual fabricantes concebem produtos com uma vida útil reduzida, obrigando os consumidores a realizar novas compras em intervalos mais curtos.
A obsolescência programada surgiu com mais força no início do século XX, durante um período de grande industrialização e consumo.
A lógica por trás dessa prática era simples: se todos os produtos tivessem uma durabilidade acentuada, as vendas decresceriam após um certo tempo, uma vez que os consumidores não necessitariam de reposição por um longo período.
Dessa forma, empresas dos mais diversos setores começaram a desenvolver itens que precisassem de substituição com mais frequência, garantindo um fluxo contínuo de demandas e, consequentemente, lucro.
Como a obsolescência programada funciona nos produtos modernos?
Obsolescência programada se manifesta de várias formas. Um dos métodos mais comuns é o desgaste planejado, onde os produtos são fabricados com materiais que possuem um tempo de vida útil reduzido. Além disso, a dificuldade de reparo é outra tática comumente usada.
Muitos produtos, especialmente na indústria eletrônica, são projetados de forma que consertá-los seja complicado ou caro, incentivando a troca por um novo item ao invés de uma simples manutenção.
Outro mecanismo é a obsolescência tecnológica. Com a rápida evolução da tecnologia, sistemas operacionais e aplicativos tornam-se rapidamente desatualizados.
Fabricantes de smartphones, por exemplo, frequentemente lançam novos modelos com características e funções ligeiramente superiores aos antigos.
Isso cria uma sensação de que os modelos mais antigos são insuficientes para atender às exigências atuais, estimulando a substituição.
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eu te odeio obsolescência programada pic.twitter.com/LKrzgnJ3KC
— Lucas 🦇 (@vlucasrocha) September 30, 2025
Quais são os impactos sociais e ambientais?
A obsolescência programada não afeta apenas os consumidores em um nível financeiro, mas tem também consequências ambientais significativas.
O descarte precoce de produtos contribui significativamente para o aumento de lixo eletrônico, um dos grandes desafios ambientais atuais. Esses resíduos, frequentemente perigosos, acabam em aterros, liberando substâncias tóxicas no meio ambiente.
No âmbito social, a prática também levanta questões quanto à sustentabilidade econômica e à pressão sobre os consumidores. Pessoas são levadas a gastar mais frequentemente, o que pode gerar instabilidade financeira, principalmente entre aqueles com menor poder aquisitivo.
A constante necessidade de consumo gera um ciclo onde produtos são apenas temporariamente satisfatórios.
Obsolescência programada: há luz no fim do túnel?
Diante dos desafios impostos pela obsolescência programada, diversas iniciativas buscam alternativas mais sustentáveis.
O direito à reparabilidade é uma delas, defendendo que produtos devem ser feitos de maneira a facilitar o conserto, permitindo que consumidores mantenham seus itens por mais tempo.
Além disso, organizações e legisladores começam a pressionar por normas mais rigorosas em relação à durabilidade dos produtos, exigindo transparência sobre a vida útil esperada.
Por fim, os consumidores estão se tornando mais conscientes, optando por marcas que oferecem maior durabilidade e resistindo ao consumo desenfreado.
Assim, embora a obsolescência programada ainda seja uma realidade, há um movimento em direção a práticas mais justas e sustentáveis, que contemplam tanto os interesses do consumidor quanto a preservação ambiental.

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