Por que as coisas quebram tão rápido hoje em dia? Isso tem nome, é obsolescência programada

02.02.2026

logo-crusoe-new
O Antagonista

Por que as coisas quebram tão rápido hoje em dia? Isso tem nome, é obsolescência programada

avatar
Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 22.11.2025 08:34 comentários
Entretenimento

Por que as coisas quebram tão rápido hoje em dia? Isso tem nome, é obsolescência programada

A lógica por trás dessa prática é simples: se todos os produtos tivessem uma durabilidade acentuada, as vendas decresceriam após um certo tempo,

avatar
Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 22.11.2025 08:34 comentários 0
Por que as coisas quebram tão rápido hoje em dia? Isso tem nome, é obsolescência programada
Por que as coisas quebram tão rápido hoje em dia Isso tem nome, obsolescência programada

Nas últimas décadas, a percepção de que produtos duram cada vez menos tem se tornado um assunto frequente entre consumidores de todo o mundo. Essa impressão não é sem fundamento, e está intimamente ligada a uma prática chamada de obsolescência programada.

Trata-se de uma estratégia deliberada, na qual fabricantes concebem produtos com uma vida útil reduzida, obrigando os consumidores a realizar novas compras em intervalos mais curtos.

A obsolescência programada surgiu com mais força no início do século XX, durante um período de grande industrialização e consumo.

A lógica por trás dessa prática era simples: se todos os produtos tivessem uma durabilidade acentuada, as vendas decresceriam após um certo tempo, uma vez que os consumidores não necessitariam de reposição por um longo período.

Dessa forma, empresas dos mais diversos setores começaram a desenvolver itens que precisassem de substituição com mais frequência, garantindo um fluxo contínuo de demandas e, consequentemente, lucro.

Como a obsolescência programada funciona nos produtos modernos?

Obsolescência programada se manifesta de várias formas. Um dos métodos mais comuns é o desgaste planejado, onde os produtos são fabricados com materiais que possuem um tempo de vida útil reduzido. Além disso, a dificuldade de reparo é outra tática comumente usada.

Muitos produtos, especialmente na indústria eletrônica, são projetados de forma que consertá-los seja complicado ou caro, incentivando a troca por um novo item ao invés de uma simples manutenção.

Outro mecanismo é a obsolescência tecnológica. Com a rápida evolução da tecnologia, sistemas operacionais e aplicativos tornam-se rapidamente desatualizados.

Fabricantes de smartphones, por exemplo, frequentemente lançam novos modelos com características e funções ligeiramente superiores aos antigos.

Isso cria uma sensação de que os modelos mais antigos são insuficientes para atender às exigências atuais, estimulando a substituição.

Leia também: Por que algumas pessoas não gostam de comemorar o próprio aniversário, segundo a psicologia

Quais são os impactos sociais e ambientais?

A obsolescência programada não afeta apenas os consumidores em um nível financeiro, mas tem também consequências ambientais significativas.

O descarte precoce de produtos contribui significativamente para o aumento de lixo eletrônico, um dos grandes desafios ambientais atuais. Esses resíduos, frequentemente perigosos, acabam em aterros, liberando substâncias tóxicas no meio ambiente.

No âmbito social, a prática também levanta questões quanto à sustentabilidade econômica e à pressão sobre os consumidores. Pessoas são levadas a gastar mais frequentemente, o que pode gerar instabilidade financeira, principalmente entre aqueles com menor poder aquisitivo.

A constante necessidade de consumo gera um ciclo onde produtos são apenas temporariamente satisfatórios.

Obsolescência programada: há luz no fim do túnel?

Diante dos desafios impostos pela obsolescência programada, diversas iniciativas buscam alternativas mais sustentáveis.

O direito à reparabilidade é uma delas, defendendo que produtos devem ser feitos de maneira a facilitar o conserto, permitindo que consumidores mantenham seus itens por mais tempo.

Além disso, organizações e legisladores começam a pressionar por normas mais rigorosas em relação à durabilidade dos produtos, exigindo transparência sobre a vida útil esperada.

Por fim, os consumidores estão se tornando mais conscientes, optando por marcas que oferecem maior durabilidade e resistindo ao consumo desenfreado.

Assim, embora a obsolescência programada ainda seja uma realidade, há um movimento em direção a práticas mais justas e sustentáveis, que contemplam tanto os interesses do consumidor quanto a preservação ambiental.

Por que as coisas quebram tão rápido hoje em dia Isso tem nome, obsolescência programada
Por que as coisas quebram tão rápido hoje em dia Isso tem nome, obsolescência programada
  • Mais lidas
  • Mais comentadas
  • Últimas notícias
1

Em missa, padre critica caminhada de Nikolas

Visualizar notícia
2

Crusoé: Laura Fernández vence eleição presidencial na Costa Rica

Visualizar notícia
3

“Você acha que é o próprio diabo?”: vídeo mostra entrevista inédita de Epstein

Visualizar notícia
4

Crusoé: Explicações de Pochmann já estão no 6º capítulo

Visualizar notícia
5

“É inadmissível que o Congresso aceite obstáculos”, diz Viana sobre CPMI

Visualizar notícia
6

Castro lamenta morte em desabamento no Rio

Visualizar notícia
7

Fictor pede recuperação judicial

Visualizar notícia
8

Moraes e Dino acompanham Flamengo x Corinthians no Mané Garrincha

Visualizar notícia
9

Deputado pede à PGR investigação de Alexandre de Moraes

Visualizar notícia
10

Crusoé: A bravata vazia do aiatolá fanfarrão

Visualizar notícia
1

"Flávio Bolsonaro é um ladrão", diz Renan

Visualizar notícia
2

A herança maldita de Bolsonaro

Visualizar notícia
3

Janaina: 'Votei no Bolsonaro, mas não voto no Flávio'

Visualizar notícia
4

“Bolsonaro não veio do nada, ele reflete o país”, diz Wagner Moura

Visualizar notícia
5

Gleisi deixa Flávio de lado e ataca Tarcísio

Visualizar notícia
6

O que Bolsonaro tem feito (e não tem feito) na Papudinha?

Visualizar notícia
7

Ex-âncora da CNN, crítico de Trump, é preso em Los Angeles

Visualizar notícia
8

Fundação do PT promoveu curso com economista-chefe do Banco Master

Visualizar notícia
9

Brasileiros veem piora na segurança sob governo Lula

Visualizar notícia
10

Renan Santos fala em “morte política” de Flávio Bolsonaro

Visualizar notícia
1

Fachin tenta salvar o STF

Visualizar notícia
2

México amplia efetivo para localizar trabalhadores sequestrados em janeiro

Visualizar notícia
3

Crusoé: Itamaraty anuncia candidatura de Bachelet à chefia da ONU

Visualizar notícia
4

“Somos humanos e somos americanos”, diz Bad Bunny no Grammy 2026

Visualizar notícia
5

7 pecados do Carnaval: veja erros que sabotam a saúde para evitar

Visualizar notícia
6

Crepioca: 3 receitas práticas e ricas em proteínas para o lanche da tarde

Visualizar notícia
7

Crusoé: Messias na abertura do ano do Judiciário (mas não como ministro do STF)

Visualizar notícia
8

Palmeiras e Fictor negociam rescisão contratual

Visualizar notícia
9

“STF não buscou protagonismo”, diz Lula

Visualizar notícia
10

Hoje é Dia de Iemanjá: aprenda a se conectar mais com a Orixá das emoções

Visualizar notícia

Tags relacionadas

Aparelhos eletrônicos durabilidade produtos
< Notícia Anterior

Moraes atribui prisão de Bolsonaro à vigília convocada por Flávio

22.11.2025 00:00 4 minutos de leitura
Próxima notícia >

Infiltrações se agravam no fim do ano: saiba o que fazer antes que o dano aumente

22.11.2025 00:00 4 minutos de leitura
avatar

Redação O Antagonista

Suas redes

Instagram

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)

Torne-se um assinante para comentar

Icone casa

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.