Parece impossível, mas essa cidade já vive em 2050
Shenzhen passou de vilarejo para polo tecnológico com arranha-céus e inovação total
Shenzhen, no sul da China, transformou-se de vilarejo de pescadores em megalópole tecnológica que mistura arranha-céus, drones de entrega e projetos de táxis voadores, consolidando-se como verdadeiro laboratório urbano do futuro.
Como é viver na cidade mais tecnológica da China?
A cidade abriga sedes de gigantes como Huawei, DJI, Oppo e Tencent, funcionando como laboratório a céu aberto de inovações. Em menos de 40 anos, tornou-se um dos polos econômicos mais ricos do país, com centenas de projetos urbanos ainda em construção.
Parques tecnológicos como o O·Bay e o Talent Park misturam jardins, passarelas flutuantes e edifícios minimalistas que geram a própria energia. A impressão é de cenário de filme futurista, com tudo sendo testado em tempo real.

Por que o metrô parece uma cidade subterrânea futurista?
O metrô foi construído em tempo recorde e hoje soma dezenas de linhas conectando praticamente toda a cidade. As estações impressionam pelo design que lembra naves espaciais e elementos icônicos, como o grande claraboia em formato de íris humana apelidado de “o olho que tudo vê”.
O sistema integra tecnologia em todos os detalhes: é possível pagar a passagem com reconhecimento facial, palma da mão ou celular, enquanto robôs circulam ajudando na operação diária. Muitas estações também abrigam comércios, espaços culturais e até delegacias em seu interior.
Quais tecnologias funcionam no dia a dia da cidade?
Drones de entrega, táxis aéreos em teste, robôs de serviço e totens automatizados fazem parte do cotidiano. Em alguns parques, há pistas de pouso para veículos aéreos que levarão duas pessoas de um ponto a outro sem piloto, controlados por rotas definidas em telas internas.
Para entender como essas inovações aparecem na prática, vale conhecer alguns exemplos do cotidiano:
- Drones de entrega que levam pedidos feitos em máquinas automáticas até pontos específicos do parque
- Bancos solares que recarregam celulares por porta USB usando apenas energia captada no próprio assento
- Robôs em bibliotecas públicas que separam livros por tema e os levam por trilhos internos até os setores corretos
- Máquinas de exercício em parques com reconhecimento facial, que registram rotinas, calorias e distância percorrida
- Lixeiras que se abrem sozinhas quando alguém se aproxima, mantendo os espaços públicos mais organizados
Quer ver a cidade por dentro? Vídeo mostra cada detalhe futurista:
A cidade preserva história além da tecnologia?
Apesar do visual ultramoderno, a cidade ainda preserva áreas históricas, como a antiga cidade de Nantou, com trechos de muralha, templos e casas antigas adaptados para receber cafés e pequenas lojas. Bairros tradicionais mostram camadas de tempo lado a lado: construções das décadas de 1980 e 1990 convivendo com novos arranha-céus.
Ruas como Dongmen Old Street funcionam como grandes mercados a céu aberto, cheios de comida de rua e lojas populares, enquanto distritos como Huaqiangbei se tornaram sinônimo de tecnologia, com andares repletos de componentes eletrônicos, LEDs, drones e gadgets. A cidade oferece um convite constante para explorar o contraste entre passado e futuro já em operação hoje.
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