Para que serve e como soldar com eletrodo revestido com facilidade
Se a solda com eletrodo revestido está furando a chapa ou grudando, o problema pode ser a regulagem.
Soldar com eletrodo revestido parece coisa de profissional de fábrica, mas, com o equipamento certo, cuidados básicos e treino em chapas mais grossas, qualquer pessoa dedicada pode aprender com segurança e aplicar essa técnica em projetos como portões, grades e pequenas estruturas metálicas.
O que é solda com eletrodo revestido e por que muitas pessoas têm receio
A solda com eletrodo revestido utiliza um bastão metálico que conduz corrente elétrica e se funde à peça, formando o cordão de solda protegido pelo revestimento do eletrodo. É um processo muito comum em oficinas e serralherias, indicado para diferentes tipos de reparos e estruturas em aço carbono.
O medo de queimaduras, choques ou danos à visão costuma vir de relatos antigos, quando havia pouco acesso a EPIs adequados. Hoje, com máscaras automáticas, aventais e botas específicas, a atividade se torna bem mais segura se feita com informação clara, postura atenta e foco em segurança desde o primeiro contato com o arco elétrico.
Como escolher o equipamento e preparar a inversora para começar a soldar
Para iniciantes, uma inversora simples de 145 a 150 amperes é suficiente, usando em geral cerca de 100 amperes com eletrodo de 2,5 mm em chapas de 6 a 10 mm. A garra de aterramento vai no polo negativo, o porta-eletrodo no positivo, sempre em tomada dedicada de 20 amperes e com conexões bem firmes para evitar aquecimento excessivo.
Antes de acender o arco, é essencial organizar o espaço de trabalho, afastando materiais inflamáveis e garantindo boa ventilação. O ajuste de corrente deve ser feito gradualmente, observando estabilidade do arco, quantidade de respingos e aspecto do cordão para chegar a um ponto de operação confortável.
Assista ao vídeo do canal Oficina Garagem com detalhes do guia completo:
Como abrir o arco elétrico e treinar cordões de solda com controle
O treino deve começar em chapas grossas, que suportam melhor o calor e reduzem o risco de furos frustrantes. Para abrir o arco, encosta-se o eletrodo na peça como se fosse “pescar” e, em seguida, mantém-se uma distância próxima ao diâmetro da alma do eletrodo, avançando em linha com velocidade constante.
Cortar o eletrodo ao meio pode ajudar quem tem dificuldade de firmeza, tornando o controle mais fácil. Se o eletrodo grudar, basta riscar a ponta em uma chapa auxiliar e retomar a soldagem, sempre observando uniformidade do cordão, brilho, penetração e facilidade de remoção da escória.
Quais EPIs são indispensáveis para proteger o corpo durante a soldagem
A radiação ultravioleta da solda é mais intensa que a do sol, e os respingos de metal aquecido podem causar queimaduras sérias. Por isso, roupas comuns não bastam: é necessário um conjunto específico de EPIs, projetados para suportar calor, faíscas e escória sem rasgar ou derreter.
Entre os principais itens de proteção usados em treinamentos e oficinas, destacam-se:
Máscara de solda automática
Escurece ao abrir o arco e protege os olhos contra luminosidade intensa, faíscas e radiação durante a soldagem.
Avental ou jaqueta de solda
Cobre áreas críticas do corpo e reduz risco de queimaduras causadas por respingos e calor do processo.
Luvas próprias para solda
Oferecem firmeza e mobilidade, protegendo as mãos contra calor, respingos e superfícies quentes.
Mangotes e touca árabe
Protegem braços, nuca e orelhas, evitando queimaduras por respingos e reduzindo exposição ao calor.
Botas com solado resistente ao calor
Boa aderência e resistência térmica ajudam a prevenir escorregões e protegem os pés contra respingos e objetos quentes.
Como regular a amperagem e evoluir na qualidade dos cordões
Um ponto de partida prático é a regra do fator 40: multiplica-se a bitola do eletrodo por 40 para chegar a um valor inicial de corrente. Assim, um eletrodo de 2,5 mm costuma funcionar perto de 100 amperes, ajustando-se para mais ou para menos conforme o comportamento do arco e o formato do cordão.
Treinar em retalhos de ferro-velho, repetindo abertura do arco, controle de distância e limpeza da escória, transforma movimentos inseguros em gestos automáticos. Com persistência, o iniciante passa a dominar cordões finos, cordões mais cheios e soldas em chapas mais delicadas, ampliando a qualidade das uniões e a variedade de projetos que consegue executar.
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