Os tipos de cores que seu cérebro ignora completamente
Existe um mundo colorido que você nunca vai enxergar e a ciência explica o motivo. Veja como o cérebro escolhe quais cores mostrar para você.
O processo de percepção das cores começa quando a luz atinge a retina, localizada na parte posterior do olho. Essa região contém células sensíveis à luz, conhecidas como cones, que são responsáveis por captar diferentes comprimentos de onda e enviar sinais elétricos ao cérebro. Cada tipo de cone é sensível a uma faixa específica de cor, como vermelho, verde ou azul, formando a base para a visão colorida.
Após a captação dos estímulos luminosos, o cérebro interpreta esses sinais e constrói a experiência visual. No entanto, nem toda informação captada pelos olhos é processada de forma consciente. O córtex visual, localizado na parte posterior do cérebro, filtra e organiza os dados recebidos, priorizando detalhes considerados mais relevantes para a sobrevivência e o cotidiano. Assim, algumas cores e nuances podem ser ignoradas ou até mesmo não percebidas.
Por que o cérebro “ignora” certas cores da realidade?
O cérebro humano precisa lidar com uma quantidade imensa de informações visuais a todo momento. Para evitar sobrecarga, ele adota mecanismos de filtragem, deixando de lado estímulos considerados menos importantes. Esse processo seletivo faz com que algumas cores, principalmente aquelas que não se destacam no ambiente, passem despercebidas.
Além disso, fatores como iluminação, contraste e contexto influenciam diretamente na percepção das cores. Por exemplo, em ambientes com pouca luz, a sensibilidade aos tons de azul e verde diminui, tornando essas cores menos perceptíveis. Esse fenômeno demonstra como o cérebro ajusta a percepção cromática conforme as necessidades do momento.
Quais cores estão fora do alcance da visão humana?
O espectro visível para os seres humanos é limitado a uma faixa específica de comprimentos de onda, que vai aproximadamente de 380 a 750 nanômetros. Cores situadas fora desse intervalo, como o ultravioleta e o infravermelho, não são detectadas pelos olhos humanos. Outros animais, como abelhas e cobras, conseguem enxergar essas faixas, mas para as pessoas, elas permanecem invisíveis.
Além das cores fora do espectro visível, existem combinações cromáticas chamadas de “cores impossíveis”, como o vermelho-esverdeado ou o amarelo-azulado, que o cérebro não consegue processar simultaneamente. Isso ocorre porque os sinais dessas cores se anulam durante o processamento visual, tornando impossível a percepção consciente dessas tonalidades.
Como as ilusões de ótica revelam limitações na percepção das cores?

As ilusões de ótica são exemplos práticos de como o cérebro pode ser enganado ao interpretar cores e formas. Em muitos casos, o contexto visual altera a forma como uma cor é percebida, levando o cérebro a “corrigir” ou até mesmo ignorar certos tons. Isso ocorre porque o sistema visual busca padrões e tenta simplificar a informação recebida.
Um exemplo clássico é a ilusão do vestido azul e preto ou branco e dourado, que viralizou em 2015. A imagem demonstrou como diferentes pessoas podem perceber cores distintas em uma mesma foto, dependendo da forma como o cérebro interpreta a iluminação e o contexto. Esse fenômeno evidencia que a percepção das cores não é absoluta, mas sim resultado de uma construção cerebral.
É possível treinar o cérebro para perceber mais cores?
Embora a estrutura biológica dos olhos imponha limites à percepção das cores, estudos indicam que a exposição frequente a diferentes ambientes e estímulos visuais pode aumentar a sensibilidade a certas nuances. Profissionais como artistas e designers, por exemplo, costumam desenvolver uma percepção mais apurada de tons e variações cromáticas ao longo do tempo.
No entanto, a capacidade de enxergar cores fora do espectro visível permanece inalcançável para os seres humanos. Pesquisas em andamento buscam alternativas tecnológicas, como dispositivos que traduzem luz ultravioleta ou infravermelha em cores visíveis, ampliando as possibilidades de percepção. Apesar dessas inovações, o cérebro ainda seleciona e interpreta as informações conforme suas próprias regras, mostrando que parte da realidade sempre será filtrada ou ignorada.
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