Os preços dos imóveis nessas cidades são tão baratas que você vai pensar que é golpe
Nordeste brasileiro esconde mercado imobiliário que desafia toda lógica econômica do país
No Brasil, existem cidades onde uma casa inteira custa menos que um carro popular. Em regiões do Nordeste, principalmente no Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Ceará e Piauí, o mercado imobiliário desafia a lógica das capitais: imóveis extremamente baratos, custo de vida baixo, mas com desafios que precisam ser avaliados com cuidado.
Casas mais baratas que carro popular realmente existem?
Há cidades onde o preço médio de uma casa gira entre R$ 50.000 e R$ 120.000, valores que em muitas capitais não cobrem nem a entrada de um apartamento pequeno. Em Patos, no interior da Paraíba, por exemplo, uma casa custa em torno de R$ 120.000 e o aluguel de três quartos sai mais barato que um conjugado em João Pessoa.
No Maranhão, cidades como Açailândia, Imperatriz, Caxias, Codó, Bacabal e Balsas têm imóveis entre R$ 55.000 e R$ 90.000, com custo de vida até 26% abaixo da média nacional. Em vários casos, é possível alugar um imóvel de dois quartos por algo entre R$ 500 e R$ 700.
Por que o canal Mr Jacaré resolveu investigar esse fenômeno?
Com 9,63 mil inscritos, o Mr Jacaré explora curiosidades sobre o Brasil real, e esse mapa de cidades baratas abre um mundo de histórias. O que faz esses imóveis serem tão acessíveis? Por trás dos preços baixos, quase sempre aparecem fatores estruturais: economia fraca, poucos empregos formais, migração de jovens e envelhecimento da população.
Açailândia, por exemplo, sofreu quando o ciclo do ferro enfraqueceu, e até hoje luta para recuperar ritmo de geração de empregos. Em cidades médias como Imperatriz, Timon e outras da região, o mercado de trabalho costuma se concentrar em agricultura, pecuária, comércio básico e serviços públicos.
Quais cidades nordestinas oferecem os melhores custos-benefícios?
| Cidade | Estado | Preço Médio da Casa | Aluguel Médio | Principal Desafio |
|---|---|---|---|---|
| Patos | PB | R$ 120.000 | R$ 600-800 | Calor intenso e criminalidade acima da média |
| Açailândia | MA | R$ 90.000 | R$ 500-700 | Economia fraca e população envelhecendo |
| Imperatriz | MA | R$ 80.000 | R$ 600-800 | Criminalidade alta e forte presença industrial |
| Caxias | MA | R$ 75.000 | R$ 600 | Poucas opções de lazer e emprego limitado |
| Balsas | MA | R$ 80.000 | R$ 500-700 | Cidade agrícola com infraestrutura básica |
| Codó | MA | R$ 55.000 | R$ 400-600 | Mercado de trabalho modesto |
Além dessas, cidades menores em Pernambuco, como Garanhuns, Arcoverde, Salgueiro, Serra Talhada, Afogados da Ingazeira, Ouricuri e Cabrobó, também aparecem com casas entre R$ 30.000 e R$ 55.000, custo de vida até 30% menor e mistura curiosa de tradição e calmaria.
Crato, Juazeiro do Norte e Caruaru são polos regionais com universidades, turismo e comércio forte, com casas na faixa de R$ 65.000 a R$ 80.000.

Onde estão as casas mais baratas do Brasil?
Os preços que mais impressionam estão no Piauí, em municípios pequenos e remotos. Confira alguns exemplos notáveis:
- Santa Filomena: casas por cerca de R$ 25.000, população de 8.000 pessoas e criminalidade quase inexistente
- Acauã: cerca de 2.000 moradores, imóveis por volta de R$ 20.000 e vida extremamente comunitária
- Bom Jesus do Piauí: casas por cerca de R$ 18.000 e baixos índices de crime
- Manoel Emídio: perto de 1.000 habitantes, casas na faixa de R$ 15.000
- Júlio Borges: cerca de 800 moradores, imóveis em torno de R$ 12.000
- Lagoa do Barro do Piauí: aproximadamente 600 habitantes e casas por R$ 10.000
Em muitos desses municípios, o custo emocional da escolha aparece em forma de distância de centros maiores, acesso difícil a hospitais, poucas opções de estudo avançado e vida social limitada, compensada por silêncio, espaço e contas baixas.
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