O submarino de 8.700 toneladas que muda o jogo e coloca a Coreia do Norte num patamar mais perigoso

28.02.2026

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O submarino de 8.700 toneladas que muda o jogo e coloca a Coreia do Norte num patamar mais perigoso

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7 minutos de leitura 27.02.2026 11:44 comentários
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O submarino de 8.700 toneladas que muda o jogo e coloca a Coreia do Norte num patamar mais perigoso

Não é só tamanho, é incerteza estratégica

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O submarino de 8.700 toneladas que muda o jogo e coloca a Coreia do Norte num patamar mais perigoso
Submarino nuclear coreano assusta

Durante anos, o foco esteve nos lançamentos de mísseis vistos do chão. Agora, a conversa começa a descer para debaixo d’água. A Coreia do Norte avança com um projeto de submarino grande o suficiente para ampliar alcance, confundir rotas de vigilância e aumentar a incerteza em qualquer crise.

O que assusta não é só o tamanho, é a ideia por trás dele: criar uma capacidade mais difícil de localizar, mais difícil de prever e, por isso, mais difícil de neutralizar.

Por que o submarino nuclear da Coreia do Norte virou uma dor de cabeça estratégica?

Porque um submarino com ambição de operar por longos períodos no mar muda a lógica de ameaça. Míssil lançado de terra deixa rastros mais óbvios, áreas de disparo mais previsíveis e um padrão de monitoramento mais concentrado. Já um submarino pode sair antes da crise “esquentar” e reaparecer, dias ou semanas depois, em outra direção.

É esse efeito que pressiona defesas e planejamento: a incerteza. Em vez de pensar apenas em trajetórias conhecidas, países passam a ter que cobrir mais mar, mais rotas e mais cenários, o que aumenta custo e diminui margem de erro.

Capacidade de armamentos do submarino são assustadoras
Capacidade de armamentos do submarino são assustadoras

O que muda quando a ameaça sai da costa e vai para o alto-mar?

A mudança não é só geográfica, é operacional. Um projeto desse tipo tem potencial para elevar a dissuasão nuclear ao criar uma opção de sobrevivência em caso de ataque ao território. Na prática, isso significa aumentar a chance de existir retaliação mesmo depois de um primeiro golpe, o que é o coração do conceito de segundo ataque.

Para entender por que isso mexe com o tabuleiro, pense no impacto direto sobre recursos de patrulha, caça e acompanhamento. A partir do momento em que a ameaça pode circular em áreas amplas, a guerra antissubmarino precisa ser distribuída, e distribuir sempre custa caro.

Os efeitos mais prováveis dessa transição costumam aparecer em pontos bem concretos:

  • Mais pressão para ampliar vigilância no Oceano Pacífico e rotas menos óbvias.
  • Maior valor de silêncio e sensores, porque sonar vira peça central da resposta.
  • Mais incerteza em crise, já que a posição do submarino pode mudar o cálculo de risco.
  • Mais investimento em rastreamento contínuo, não só em reação a lançamento.

O que esse novo projeto indica sobre tamanho, alcance e carga de mísseis?

Um casco grande sugere espaço para sistemas mais robustos e, principalmente, maior margem para armamento e sensores. É aqui que entram as discussões sobre quantos tubos de lançamento caberiam, qual seria a capacidade de permanecer oculto e como isso afetaria o tempo de aviso em um cenário real. A tabela abaixo resume comparações que ajudam a visualizar o salto de escala, sem depender de achismo:

Comparação de submarinos estratégicos por porte
Tamanho aproximado e carga típica • Entenda onde o novo projeto se encaixa no cenário global
⚓ Poder no mar
📌 Visão geral
➡️ Arraste para o lado para ver tudo
Classe País Deslocamento aproximado Carga típica de mísseis
Borei Rússia 24.000 toneladas 16 mísseis balísticos
Ohio Estados Unidos 18.750 toneladas até 24 mísseis balísticos
Tipo 094 China 11.000 toneladas 12 mísseis balísticos
Arihant Índia 7.000 toneladas 4 mísseis balísticos
Novo projeto Coreia do Norte 8.700 toneladas (estimado) estimativa de 6 a 8 mísseis balísticos
Leitura correta: porte não garante eficácia. O que define perigo real é operar com segurança, autonomia e baixo ruído.

Quais são os limites reais e por que isso pode demorar para virar ameaça plena?

Construir é diferente de operar. Um projeto de propulsão nuclear exige domínio de reator, controle, manutenção e tripulação altamente treinada. Além disso, submarino estratégico precisa ser discreto. Se fizer muito barulho, vira alvo mais fácil e perde parte do valor.

Outro ponto é que o contexto pesa: sanções internacionais dificultam acesso a componentes e elevam o custo de manter uma frota complexa. Ainda assim, mesmo um submarino “imperfeito” pode ser relevante por um motivo simples: ele força adversários a planejar para o pior cenário, e planejar para o pior cenário já muda o jogo.

Projeto está quase sendo finalizado, como mostram essas imagens no estaleiro norte coreano:

O que acompanhar daqui para frente para entender se o projeto virou ameaça de verdade?

O termômetro não é só foto de estaleiro. O que costuma separar propaganda de capacidade real são sinais de testes consistentes, saídas frequentes para o mar e evolução de procedimentos. Quando há autonomia operacional maior, a capacidade de “sumir” por mais tempo começa a ter efeito prático, não só simbólico.

Se o projeto avançar, o impacto tende a aparecer como aumento de vigilância e resposta regional, além de um cenário de crise mais instável, em que decisões são tomadas com menos certeza e mais medo do desconhecido.

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