O país que possui mais do que o dobro de pirâmides que o Egito
Muito além do Egito, o Sudão guarda centenas de pirâmides. Entenda como essa tradição surgiu e se desenvolveu
Pensa em pirâmide e a imagem que vem é o Egito, certo? Mas existe outro lugar, bem menos famoso, que guarda um segredo impressionante: o Sudão tem mais pirâmides que o Egito, quase o dobro, resultado de uma longa história de contatos culturais ao longo de mais de dois mil anos.
Como surgiram e evoluíram as pirâmides no Egito
As pirâmides egípcias nasceram das mastabas, túmulos retangulares com câmaras subterrâneas usados desde cerca de 3000 a.C. Empilhar mastabas em níveis levou à criação das pirâmides escalonadas, como a de Djoser, projetada por Imhotep por volta de 2600 a.C.
Depois, os arquitetos buscaram faces lisas, testando estruturas em Dahshur, como a Pirâmide Curva e a Pirâmide Vermelha. Com a técnica dominada, surgiram as gigantes de Gizé (Quéops, Quéfren e Miquerinos), entre 2600 e 2500 a.C., que se tornaram o grande símbolo mundial das pirâmides.

Por que o Egito tem fama, mas o Sudão tem mais pirâmides
No Egito, foram erguidas cerca de 120 a 140 pirâmides ao longo de mil anos, até o abandono desse tipo de túmulo por volta de 1500 a.C., quando os faraós passaram a usar hipogeus escavados na rocha, como no Vale dos Reis. Já ao sul, na Núbia, a influência egípcia inspirou reinos locais a adotar práticas semelhantes.
O reino de Kush, na região da atual fronteira entre Egito e Sudão, passou a enterrar seus governantes sob pirâmides a partir do século VIII a.C. Essa tradição durou até cerca de 350 d.C., gerando aproximadamente 250 pirâmides no atual Sudão, quase o dobro do total egípcio.
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Quem foram os kushitas e qual sua relação com o Egito
A Núbia já abrigava culturas antigas, como o reino de Kerma, com arquitetura própria e túmulos monumentais. Durante o Novo Império, o Egito conquistou a região, explorando ouro e rotas comerciais, o que difundiu hieróglifos, religião e arte egípcias entre os núbios.
Com o enfraquecimento do Egito, Kush ganhou força e, no século VIII a.C., conquistou Tebas, Mênfis e o resto do país, formando a 25ª dinastia egípcia. Esses reis núbios, agora faraós, restauraram templos, adotaram o deus Amon e mantiveram rituais funerários egípcios, incluindo a construção de pirâmides reais.
Quais são as principais diferenças entre as pirâmides do Sudão e do Egito
As pirâmides núbias não repetem o modelo colossal de Gizé, mas lembram estruturas menores e mais íngremes vistas em áreas como Deir el-Medina. No Sudão, elas são altas em relação à base, com ângulos fechados, câmaras subterrâneas e pequenas capelas anexas na frente.
Essa arquitetura mais compacta permitiu a construção de conjuntos numerosos, especialmente em Meroé e Nuri. Para entender melhor essas diferenças, vale destacar alguns pontos essenciais:

Por que a construção de pirâmides em Kush chegou ao fim
A tradição kushita de erguer pirâmides durou cerca de mil anos, semelhante ao ciclo egípcio, e terminou por volta de 350 d.C., com o colapso do reino de Kush. Entre as possíveis causas estão crises internas, pressões econômicas, impactos ambientais ligados à produção de ferro e conflitos com o reino de Aksum, na atual Etiópia.
Com o fim do poder político kushita, desapareceu também a estrutura que financiava essas obras monumentais. As pirâmides permaneceram no deserto sudanês, muitas vezes esquecidas, e hoje ajudam a revelar como povos africanos reinterpretaram a herança egípcia e criaram sua própria tradição monumental ao longo do Nilo.
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