Novo filme do Predador coloca o alienígena como herói e não vilão pela primeira vez
O enredo acompanha Dek, um jovem Predador exilado
Predador: Terras Selvagens estreou nos cinemas brasileiros em 6 de novembro de 2025, marcando uma mudança radical na franquia iniciada em 1987. O filme dirigido por Dan Trachtenberg inverte a fórmula tradicional ao colocar um jovem Predador como herói da história, não como vilão.
A produção se passa em um planeta remoto no futuro e acompanha Dek, um guerreiro da raça Yautja rejeitado por seu clã. Ao lado de Thia, uma androide interpretada por Elle Fanning, ele enfrenta criaturas letais e desafios mortais em busca de redenção.
Qual é a história e a premissa central do filme?
O enredo acompanha Dek, um jovem Predador exilado que precisa provar seu valor após ser expulso de seu clã. Sua jornada o leva até Genna, um planeta habitado por Kalisk, uma besta considerada impossível de derrotar pelos membros de sua espécie.
A narrativa apresenta elementos inéditos sobre a cultura e hierarquia dos Yautja, explorando temas como honra, rejeição e superação:
- Dek parte em busca do adversário supremo para recuperar sua posição no clã, enfrentando criaturas alienígenas e ambientes hostis ao longo da missão
- Thia surge como aliada improvável, uma androide da Weyland-Yutani que auxilia o protagonista em troca de proteção e objetivos próprios
- O filme desenvolve a relação entre tecnologia e instinto selvagem, criando uma dinâmica de dupla inspirada nos clássicos buddy cops do cinema
- A língua falada pelos Predadores foi criada especialmente para o filme por um linguista, o mesmo responsável pelo idioma Naʼvi de Avatar

Quem compõe o elenco principal e a equipe criativa?
Dimitrius Schuster-Koloamatangi interpreta Dek usando traje de criatura projetado pelo Studio Gillis, com expressões faciais aprimoradas digitalmente através de captura de movimento. O ator aprendeu a língua Predador especificamente para dar autenticidade ao personagem.
Elle Fanning assume papel duplo no filme, interpretando tanto Thia quanto Tessa, duas androides com personalidades completamente distintas. A direção ficou com Dan Trachtenberg, veterano da Pixar que anteriormente dirigiu O Predador: A Caçada em 2022, enquanto Patrick Aison assinou o roteiro ao lado dos criadores originais Jim Thomas e John Thomas.
Como foi a recepção do público e da crítica especializada?
O filme alcançou nota 7.6 no IMDb e recebeu 90% de aprovação da crítica em algumas plataformas, mas dividiu opiniões sobre a abordagem mais leve em comparação aos filmes anteriores. Parte do público elogiou a expansão do universo, enquanto outros sentiram falta da tensão característica da franquia.
As avaliações revelam percepções variadas sobre a nova direção criativa da saga:
- Críticos positivos destacam a química entre Fanning e Schuster-Koloamatangi, além dos efeitos visuais impressionantes criados pela Weta Digital que constroem um planeta alienígena convincente
- Algumas análises criticam o excesso de humor e tom infantilizado, comparando o resultado a produções do Disney Channel e apontando perda da atmosfera sombria dos filmes originais
- Fãs da franquia apreciam o aprofundamento na cultura Yautja e a decisão de humanizar o Predador, mostrando vulnerabilidades e desafios internos da espécie
- O visual de Dek recebeu elogios por manter a assinatura de Alec Gillis, responsável pelo monstro no longa de 1987, preservando a identidade visual da criatura
O filme estabelece conexões com a franquia Alien?
A presença da Weyland-Yutani no roteiro confirma que o filme ocorre no mesmo universo expandido de Alien, criando possibilidades para futuros crossovers. Thia e Tessa são androides fabricados pela corporação, estabelecendo ligação direta com os eventos da saga protagonizada por Ripley.
O diretor Fede Alvarez, responsável por Alien: Romulus, já manifestou interesse em dirigir um novo filme Alien vs. Predador em parceria com Dan Trachtenberg. O final do filme traz uma cena surpresa que sugere continuação direta, com a chegada da mãe de Dek em uma nave, abrindo caminho para explorar ainda mais a hierarquia e dinâmicas familiares dos Yautja.
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