Nebulosa de Hélice revela o “último suspiro” de uma estrela
A imagem mais recente da Nebulosa da Hélice revela, em detalhes, o fim da vida de uma estrela semelhante ao Sol
A imagem mais recente da Nebulosa da Hélice revela, em detalhes, o fim da vida de uma estrela semelhante ao Sol e como o material expulso é reciclado.
O que torna a Nebulosa da Hélice um objeto especial para os astrônomos?
Brilhante e relativamente próxima, a Nebulosa da Hélice é um laboratório natural para estudar a evolução de estrelas de baixa e média massa, semelhantes ao Sol.
A cerca de 650 anos-luz, na constelação de Aquário, ela permite projetar como o Sistema Solar pode parecer quando o Sol chegar ao fim de sua vida.
Observações em vários comprimentos de onda revelam camadas de gás e poeira em expansão, com diferentes temperaturas e composições químicas. Isso ajuda a reconstruir as etapas finais da vida estelar e a entender como o núcleo remanescente interage com o material ao redor.
Galactic upcycling ♻️
— NASA Webb Telescope (@NASAWebb) January 20, 2026
Webb captured a new close-up of an old favorite, the Helix Nebula. We’ve seen this region before with telescopes like @NASAHubble and the retired Spitzer Space Telescope, but Webb zooms into this dying star with a deeper, more detailed view.… pic.twitter.com/cCxWeMM045
Como é formada a estrutura principal dessa nebulosa planetária?
No centro da Nebulosa da Hélice está uma anã branca extremamente quente, resto do núcleo de uma estrela que esgotou quase todo o combustível nuclear. Ao longo de milhares de anos, essa estrela expeliu camadas de gás ionizado e poeira, criando anéis em expansão que formam o visual de “olho cósmico”.
Para organizar melhor seus componentes, os astrônomos descrevem as principais partes estruturais que ajudam a entender as diferentes regiões físicas e químicas da nebulosa:
- Um núcleo central muito quente, a anã branca;
- Um anel interno denso de gás ionizado, rico em hidrogênio e hélio;
- Camadas externas de gás e poeira mais frios, formando um halo;
- Pequenas estruturas alongadas, os “nós cometários”, moldados por ventos estelares.
De que forma o Telescópio Espacial James Webb aprimorou o estudo da nebulosa?
Com o James Webb, a Nebulosa da Hélice passou a ser observada em resolução inédita no infravermelho, sobretudo com a NIRCam.
As imagens permitem mapear gás ionizado, filamentos de poeira e regiões de recombinação do hidrogênio, destacando zonas mais frias em tons de laranja e vermelho e áreas mais quentes em azul.
Comparando dados do Webb com Hubble, Spitzer e telescópios em solo, é possível medir velocidades de expansão, refinar a composição química das camadas e localizar onde moléculas complexas se formam. Isso indica como o material expulso pode alimentar futuras gerações de estrelas.
De que maneira a Nebulosa da Hélice se relaciona à formação de novos mundos?
A morte de uma estrela de massa moderada não é um ponto final, mas uma etapa de reciclagem cósmica. O gás e a poeira ejetados carregam elementos como carbono, oxigênio e nitrogênio, essenciais para planetas rochosos e, potencialmente, ambientes habitáveis.
À medida que esse material se mistura ao meio interestelar, enriquece nuvens de gás que podem colapsar gravitacionalmente e formar novas estrelas com discos protoplanetários. Assim, os “últimos suspiros” da nebulosa se tornam matéria-prima para futuros sistemas planetários.
Por que a Nebulosa da Hélice continua relevante para a astronomia em 2025?
A Nebulosa da Hélice segue como alvo preferido por combinar fácil observação, riqueza de detalhes físicos e valor comparativo com a futura evolução do Sol.
Sua aparência marcante, semelhante a um enorme olho, também facilita a comunicação científica com o público.
Para pesquisadores, ela continua referência para testar modelos de como estrelas como o Sol encerram sua vida, alimentando a formação de novas estrelas, novos mundos e, possivelmente, novas formas de vida.
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