Navio maior que o Titanic sumiu com 44 pessoas e ninguém achou nem destroço
MV Derbyshire transportava 150 mil toneladas quando parou de responder chamados de rádio
Em 1980, o MV Derbyshire, maior cargueiro britânico da época, desapareceu no Pacífico com 44 pessoas. Nenhum destroço, nenhum pedido de socorro. Um mistério que levou 14 anos para ser desvendado.
O que aconteceu na noite do desaparecimento?
Na noite de 9 de setembro de 1980, o navio transportava 150 mil toneladas de minério de ferro rumo ao Japão. A bordo, 42 tripulantes completavam quase dois meses de viagem desde o Canadá. O capitão Jeffrey Underhill, com mais de 20 anos de experiência, enfrentava o tufão Orchid em crescimento.
Durante a madrugada, ondas de 10 metros atingiam o casco. Os registros de rádio não indicavam problemas críticos. Ao amanhecer, o Derbyshire parou de responder. Nenhum sinal de emergência foi enviado. Buscas por uma semana não encontraram nada.

Por que as famílias rejeitaram a versão oficial?
Autoridades atribuíram o naufrágio à força do mar. Porém, outros cargueiros menores sobreviveram ao mesmo tufão. Famílias das vítimas, apoiadas por sindicatos, descobriram que a série Bridge Class apresentava problemas estruturais repetidos em vários navios.
Peter Ridyard, pai de um engenheiro morto e inspetor naval experiente, liderou investigações independentes. Em 1982, o Tyne Bridge, navio irmão, surgiu com rachaduras perigosas no Frame 65 após tempestade no Mar do Norte.
Quais evidências revelaram falhas no projeto?
Padrões estruturais idênticos surgiram em toda a série de navios. O Colum Bridge partiu ao meio após encalhar na Irlanda. Relatórios técnicos enviados ao governo britânico foram ignorados, gerando pressão internacional.
As principais descobertas incluíram:
- Rachaduras repetidas no mesmo ponto estrutural em navios da classe
- Relatórios anteriores de tensão no próprio Derbyshire
- Negligência governamental com alertas técnicos enviados
- Mobilização de sindicatos exigindo investigação profunda
Assista ao vídeo e entenda melhor toda essa história:
Como o fundo do oceano revelou a verdade?
Em 1994, a Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes financiou busca independente. O casco foi localizado em 23 horas, a 4.000 metros de profundidade. Um submarino remoto mapeou os destroços e reconstruiu a sequência do acidente.
A investigação provou falha no compartimento da proa sob impacto das ondas. A entrada de água sobrecarregou a parte dianteira, rompendo escotilhas enormes dos porões. O projeto frágil, não erro da tripulação, causou a tragédia que mudou normas internacionais de segurança marítima.
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