Natuza Nery chora ao vivo na GloboNews
Jornalista desabafou sobre vídeo onde a vítima tenta cobrir o corpo após o atropelamento; jovem morreu na véspera de Natal depois de 25 dias internada
A jornalista Natuza Nery não conteve a emoção durante a exibição do Edição das 18h, na GloboNews. A âncora comentou o trágico caso de Tainara Souza Santos, de 31 anos, morta na véspera de Natal após ser atropelada e arrastada por um homem em São Paulo.
O desabafo da comunicadora focou na brutalidade do crime e na reação instintiva da vítima registrada em um vídeo que circulou após o ataque.
Natuza Nery se emociona ao comentar crime brutal
Natuza citou as imagens onde a jovem, mesmo ferida gravemente, tenta cobrir as partes íntimas. “Esse vídeo, de maneira brutal, me mostrou ou reafirmou o que é ser mulher num país como o Brasil”, iniciou. Ela descreveu a cena com pesar. “Alguém filma a Taynara já deitada no asfalto, o monstro que fez isso com ela tinha fugido, e ela não tinha a parte de baixo da roupa, porque foi arrancada no atrito com o asfalto. Ela é filmada e está responsiva”, relatou.
A apresentadora da GloboNews destacou a vulnerabilidade exposta no registro. “Ela, sem nenhuma parte das costas, porque a pele foi arrancada no asfalto, cobre a parte íntima dela com as duas mãos. Isso me calou fundo, além da brutalidade, porque ela não tinha a parte de trás toda do corpo dela, inconscientemente ela protegeu a parte íntima para não ser exposta”, analisou.
Apresentadora fala de métricas de violência contra a mulher
Diante da tragédia, Natuza Nery defendeu a educação familiar como ferramenta indispensável de combate à violência. “Todo dia a gente precisa se lembrar que a gente tem que ensinar os nossos filhos a nunca agredir uma mulher, e a gente tem que ensinar as nossas filhas a nunca, nunca perdoar uma agressão”, disse. Ela completou o raciocínio com um alerta enfático.
“Temos que ensinar as nossas filhas a nunca perdoar uma agressão psicológica e, muito menos, uma agressão física. Do contrário, a gente vai continuar sendo o quinto país mais violento do mundo para as mulheres. E quatro de nós, em média, por dia, vão embora por causa do feminicídio”, concluiu a âncora do Edição das 18h.
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