Nasa revela incríveis imagens de gigantes erupções do Sol
Imagens apresentadas durante um encontro da Sociedade Astronômica Americana, mostram como essas gigantescas explosões se expandem enquanto atravessam o sistema solar interno.
Em 2025, a missão PUNCH da NASA trouxe novidades importantes para o estudo do Sol e do clima espacial. A equipe responsável divulgou as primeiras imagens detalhadas de grandes erupções solares conhecidas como ejeções de massa coronal (CMEs).
Essas imagens, apresentadas durante um encontro da Sociedade Astronômica Americana, mostram como essas gigantescas explosões se expandem enquanto atravessam o sistema solar interno.
O registro visual foi possível graças aos instrumentos de alta sensibilidade e amplo campo de visão da missão PUNCH, que conseguiram capturar toda a extensão das CMEs em evolução.
A observação contínua e detalhada desses fenômenos é fundamental para aprimorar o entendimento sobre o clima espacial, que pode afetar comunicações, satélites e até provocar auroras na Terra.
Como a missão PUNCH observa as ejeções de massa coronal?
A missão PUNCH (Polarimeter to Unify the Corona and Heliosphere) utiliza um conjunto de quatro câmeras distribuídas em quatro satélites. Juntas, essas câmeras funcionam como um único instrumento virtual, permitindo o monitoramento em tempo real da atmosfera externa do Sol e do vento solar.
Três dessas câmeras são Imagiadores de Campo Amplo, responsáveis por registrar as regiões mais distantes e tênues da coroa solar e do fluxo de partículas solares. Já a quarta câmera, chamada Imagiador de Campo Estreito, é um coronógrafo que bloqueia a luz intensa do Sol, possibilitando a visualização de detalhes finos nas erupções solares.
Quais fenômenos foram capturados pelas câmeras da PUNCH?
Além das impressionantes CMEs, as imagens divulgadas pela missão também mostram outros corpos celestes, como Vênus, Júpiter, a constelação de Órion e o aglomerado estelar das Plêiades. Até mesmo a Lua aparece em algumas sequências.
Um destaque especial foi uma imagem obtida em 3 de junho, na qual a estrutura complexa de uma ejeção de massa coronal pôde ser observada com riqueza de detalhes.
Esse tipo de registro é considerado inédito, pois permite acompanhar o desenvolvimento das CMEs desde sua origem até sua propagação pelo espaço.

Por que entender as CMEs é importante para a Terra?
As ejeções de massa coronal são eventos que podem impactar diretamente a vida no planeta. Quando atingem a Terra, essas explosões solares podem causar distúrbios em sistemas de comunicação, afetar satélites e até mesmo colocar em risco missões espaciais.
Além disso, são responsáveis por fenômenos naturais como as auroras. Com as informações coletadas pela missão PUNCH, cientistas esperam melhorar a previsão do clima espacial, tornando possível antecipar e mitigar possíveis impactos dessas tempestades solares.
- Monitoramento contínuo: A missão prevê observações globais e em 3D durante dois anos.
- Previsão aprimorada: Dados mais precisos sobre a formação e evolução das CMEs.
- Proteção de ativos: Informações que auxiliam na segurança de satélites e astronautas.
Como a missão PUNCH contribui para o futuro da pesquisa do Sol?
Ao longo de sua missão planejada de dois anos, a PUNCH vai fornecer observações contínuas e tridimensionais da coroa solar e do sistema solar interno.
Esse monitoramento global ajudará a desvendar como o material liberado pelo Sol se transforma em vento solar e como eventos como as CMEs se desenvolvem. Com esses dados, será possível aprimorar modelos de previsão do clima espacial, beneficiando não apenas a ciência, mas também operações tecnológicas e missões espaciais futuras.
O projeto é liderado pelo Southwest Research Institute, com sede no Texas, e conta com a colaboração de centros de pesquisa e operações em Boulder, Colorado.
A gestão é realizada pelo Escritório do Programa Explorers da NASA, reforçando o compromisso da agência em expandir o conhecimento sobre o Sol e seus efeitos no ambiente espacial próximo à Terra.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)