NASA fotografa bebês estelares e chega mais perto de resolver um grande mistério do universo
O universo revelando seus segredos
O espaço acaba de revelar imagens raríssimas que podem mudar a forma como entendemos o nascimento das estrelas mais massivas do cosmos. A NASA divulgou fotografias inéditas de bebês estelares captadas pelo Telescópio Espacial Hubble, registros que ajudam a explicar como estrelas gigantes conseguem se formar mesmo cercadas por poeira densa e ambientes extremos.
Por que os bebês estelares intrigam tanto os cientistas?
As estrelas massivas sempre foram um enigma da astrofísica. Diferente das estrelas menores, elas crescem rápido, emitem radiação intensa e, teoricamente, deveriam impedir a própria formação ao dispersar o material ao redor.
As novas imagens mostram estrelas em formação envoltas por poeira espessa, mas ainda assim ativas. Isso indica que existem mecanismos eficientes permitindo que essas estrelas continuem crescendo mesmo em ambientes hostis.

Como o Telescópio Hubble conseguiu enxergar esses bebês estelares?
O diferencial está na capacidade do Hubble de observar o infravermelho próximo. Esse tipo de luz atravessa regiões de poeira que bloqueiam a visão no espectro visível.
Com isso, o telescópio captou a luz escapando por cavidades criadas por jatos de gás lançados pelas protoestrelas, revelando estruturas invisíveis até então.
Quais regiões espaciais aparecem nas novas imagens da NASA?
As fotografias revelam diferentes berçários estelares espalhados pela Via Láctea, cada um oferecendo pistas únicas sobre o processo de formação.
- Cefeu A, uma região rica em estrelas jovens e uma protoestrela extremamente luminosa
- G033.91+0.11, onde a luz reflete em nuvens de gás formando uma nebulosa delicada
- GAL-305.20+00.21, marcada por gás ionizado iluminado por uma estrela nascente
- IRAS 20126+4104, uma protoestrela massiva do tipo B cercada por jatos de alta velocidade
Estás viendo una cuna de estrellas. ✨
— NASA en español (@NASA_es) January 7, 2026
Nuestro telescopio @NASAWebb captó estrellas recién nacidas formándose entre nubes doradas y anaranjadas de gas y polvo en la región de formación estelar Pismis 24. pic.twitter.com/Q0Er13p3rl
O que essas imagens revelam sobre a formação de estrelas gigantes?
Os registros fazem parte do levantamento SOMA, um estudo focado em entender estrelas com mais de oito vezes a massa do Sol. As imagens sugerem que jatos de gás criam “saídas” que aliviam a pressão da radiação.
Esse processo permite que a estrela continue acumulando matéria, resolvendo uma contradição antiga nas teorias de formação estelar massiva.
Por que essa descoberta pode mudar a astronomia?
Compreender como estrelas gigantes nascem ajuda a explicar a evolução das galáxias, a origem de elementos químicos pesados e até o surgimento de sistemas planetários.
Esses bebês estelares mostram que o universo ainda guarda mecanismos complexos e elegantes, revelados pouco a pouco por tecnologias capazes de enxergar além da luz visível.
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