Médico viajou para a África para operar mais de 100 crianças gratuitamente: "Eles me fizeram sentir que eu servia para alguma coisa na vida"

10.04.2026

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Médico viajou para a África para operar mais de 100 crianças gratuitamente: “Eles me fizeram sentir que eu servia para alguma coisa na vida”

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4 minutos de leitura 20.02.2026 18:33 comentários
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Médico viajou para a África para operar mais de 100 crianças gratuitamente: “Eles me fizeram sentir que eu servia para alguma coisa na vida”

Mariano Ojeda é um médico argentino cuja trajetória profissional se confunde com a história de sua família

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Médico viajou para a África para operar mais de 100 crianças gratuitamente: "Eles me fizeram sentir que eu servia para alguma coisa na vida - Créditos: depositphotos.com / VitalikRadko

Mariano Ojeda é um médico argentino cuja trajetória profissional se confunde com a história de sua família. Filho de dois médicos cordobeses, cresceu entre hospitais, viagens pelo interior e conversas sobre crianças com malformações congênitas, o que orientou sua vocação para a cirurgia pediátrica e para projetos solidários na Argentina e na África.

Quem é Mariano Ojeda e como se formou sua vocação médica?

Filho de médicos de Córdoba, Mariano nasceu após a mudança dos pais para La Rioja, onde trabalhavam em hospitais públicos. A casa simples fornecida pelo hospital e os corredores das enfermarias foram seu ambiente cotidiano desde a infância.

Ele acompanhava o pai, Aníbal Ojeda, em plantões e viagens ao interior, observando consultas e cirurgias em crianças pobres com malformações congênitas. Essa “escola informal” definiu seu interesse pela medicina e pelo atendimento a populações vulneráveis.

Como a história familiar influenciou sua escolha pela cirurgia pediátrica?

Na década de 1970, Aníbal começou como clínico de adultos, mas migrou rapidamente para a cirurgia infantil, área que se tornou sua marca. Operava principalmente crianças de baixa renda, muitas vezes em cidades distantes e com pouca estrutura.

Ao ver o impacto dessas cirurgias em alimentação, fala e autoestima, Mariano decidiu estudar Medicina na Universidade de Córdoba, já focado em cirurgia pediátrica. A residência em hospital infantil consolidou essa escolha e reforçou o compromisso com a medicina social.

Quais ações solidárias marcaram sua carreira na Argentina?

Após se especializar, Mariano voltou a La Rioja para trabalhar com o pai em hospitais públicos. Ali, ajudou a estruturar uma fundação voltada a crianças com malformações congênitas sem condições de pagar por consultas ou cirurgias.

Nesse contexto, ele introduziu técnicas modernas, como laparoscopia, em serviços com poucos recursos. As principais frentes de atuação incluíam:

  • Mutirões de diagnóstico e cirurgia para crianças de baixa renda.
  • Atendimento gratuito em parceria com hospitais públicos.
  • Captação de doações para custear materiais e viagens ao interior.

Como se desenvolveram as cirurgias solidárias de Mariano Ojeda na África?

Em congressos internacionais, Mariano apresentou sua experiência em lábio leporino e outras malformações. A partir do caso de uma criança angolana sem acesso a especialistas, decidiu viajar a Angola para realizar a cirurgia e avaliar outros pacientes.

O que seria um único procedimento virou missões regulares, com dezenas de cirurgias em cada viagem. Além de operar, ele passou a treinar médicos, anestesistas e enfermeiros locais, criando capacidade própria para que os serviços seguissem funcionando após o retorno da equipe estrangeira.

O canal Telefe Córdoba fez uma reportagem a respeito de Mariano Ojeda:

Quais impactos sociais e lições sua trajetória traz para a medicina social?

As cirurgias reparadoras de lábio leporino e malformações faciais melhoram nutrição, fala e convivência social das crianças, facilitando frequência escolar e inclusão. Em alguns países africanos, o sucesso das missões levou governos a apoiar financeiramente esses projetos.

A trajetória de Mariano mostra que é possível unir alta complexidade técnica, atendimento gratuito e capacitação local.

Hoje ele segue atuando em hospitais públicos e instituições filantrópicas, defendendo modelos de cooperação internacional que deixem conhecimento, estrutura mínima e profissionais treinados onde a carência é maior.

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