Marte é conhecido como o 'Planeta Vermelho', mas há 3,5 bilhões de anos ele tinha tanta água e foi quase tão azul quanto a Terra

26.01.2026

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Marte é conhecido como o ‘Planeta Vermelho’, mas há 3,5 bilhões de anos ele tinha tanta água e foi quase tão azul quanto a Terra

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Marte é conhecido como o ‘Planeta Vermelho’, mas há 3,5 bilhões de anos ele tinha tanta água e foi quase tão azul quanto a Terra

Há algumas décadas, a possibilidade de Marte ter abrigado grandes volumes de água líquida deixou de ser apenas especulação

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Marte, também conhecido como Planeta Vermelho. - Créditos: depositphotos.com / vks.mhr@gmail.com

Há algumas décadas, a possibilidade de Marte ter abrigado grandes volumes de água líquida deixou de ser apenas especulação e passou a fazer parte das principais linhas de pesquisa em ciência planetária, com estudos recentes sugerindo um antigo “mundo aquático” marcado por mares, lagos e possivelmente um oceano extenso no hemisfério norte.

Água líquida em Marte e o que os cientistas investigam

A expressão água líquida em Marte resume o foco de muitos estudos atuais, que buscam entender se o planeta já teve rios, lagos e mares estáveis em sua superfície.

Em vez de água atual, predominam evidências fósseis preservadas em rochas, canais e depósitos sedimentares antigos.

A diferença de tamanho entre Terra e Marte torna ainda mais impressionante a hipótese de um oceano com área comparável à do Oceano Ártico, sugerindo sistemas de drenagem extensos conectando bacias e mares.

Isso indica que Marte não abrigou apenas corpos d’água isolados, mas um ambiente hidrológico complexo.

Como são identificadas as evidências de antigos oceanos marcianos

Grande parte das pistas vem de imagens orbitais de missões da NASA e da ESA, que revelam deltas fluviais, canais e estruturas semelhantes a margens costeiras terrestres.

A altitude em que esses depósitos aparecem, concentrada em faixas bem definidas, sugere antigos níveis estáveis de água ao longo de grandes distâncias.

Com base nessas observações, pesquisadores propõem modelos do possível contorno de um oceano marciano e analisam regiões onde a interação entre água e rochas parece ter sido mais intensa.

Entre os principais tipos de evidências estudadas, destacam-se:

  • Identificação de canais e vales escavados por fluxo de água.
  • Presença de deltas e depósitos em leque na borda de bacias.
  • Distribuição de minerais associados à ação prolongada da água.
  • Coincidência de altitudes que formam possíveis linhas de costa.

Leia também: Até quando o antigo RG vai ser aceito? Veja prazo limite para emissão da nova Carteira de Identidade

Por que o estudo da água líquida em Marte é relevante

Investigar a água líquida em Marte está diretamente ligado à questão da habitabilidade e da possível existência de vida microbiana no passado.

Ambientes aquáticos estáveis, como deltas e margens oceânicas, tendem a concentrar nutrientes e reações químicas favoráveis à vida.

Rochas sedimentares formadas em antigos ambientes aquáticos funcionam como arquivos naturais, registrando variações de clima, composição da água e, potencialmente, sinais de processos biológicos.

Por isso, deltas e bacias com sedimentos finos são alvos prioritários de missões robóticas e da futura coleta de amostras para retorno à Terra.

O que pode ter acontecido com a água marciana ao longo do tempo

A transição de um Marte possivelmente úmido para o planeta frio e árido atual é atribuída a mudanças atmosféricas profundas.

A perda de gases para o espaço, associada ao enfraquecimento do campo magnético, teria favorecido a evaporação e a dissociação da água, com o hidrogênio escapando para o espaço.

Outra parte da água pode ter sido incorporada ao subsolo, presa em minerais hidratados ou congelada em depósitos de gelo, especialmente nas calotas polares e em camadas profundas.

A quantidade total de água perdida e a fração ainda retida no interior do planeta permanecem questões centrais em investigação.

Que lições a história da água líquida em Marte traz para a Terra

A trajetória climática de Marte mostra como a disponibilidade de água líquida pode mudar drasticamente ao longo de bilhões de anos, dependendo de fatores como atmosfera, distância da estrela e atividade geológica interna.

A aparente transformação de um ambiente mais úmido em um deserto gelado destaca a fragilidade de oceanos estáveis.

Ao comparar Marte e Terra, cientistas refinam os limites de habitabilidade de mundos rochosos e orientam a busca por ambientes aquáticos em outros corpos do Sistema Solar e exoplanetas.

Assim, entender a água líquida em Marte ajuda a explicar tanto o passado do planeta vizinho quanto as condições que sustentam a vida no cosmos.

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