Fóssil perdido há 50 anos sobreviveu a duas extinções em massa

28.02.2026

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Fóssil perdido há 50 anos sobreviveu a duas extinções em massa

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Redação O Antagonista
3 minutos de leitura 27.02.2026 21:21 comentários
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Fóssil perdido há 50 anos sobreviveu a duas extinções em massa

Há cerca de 250 milhões de anos, um anfíbio marinho de grande porte nadava em mares que hoje vão do Ártico norueguês à costa oeste da Austrália

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Fóssil perdido há 50 anos sobreviveu a duas extinções em massa
Fóssil perdido há 50 anos sobreviveu a duas extinções em massa

Há cerca de 250 milhões de anos, um anfíbio marinho de grande porte nadava em mares que hoje vão do Ártico norueguês à costa oeste da Austrália.

Esse animal pré-histórico, conhecido como Aphaneramma, parente distante das salamandras atuais, tornou-se peça-chave para entender a evolução dos anfíbios e a recuperação da vida após grandes extinções.

O que é o Aphaneramma e qual seu papel na história dos anfíbios?

Aphaneramma é um gênero de anfíbios marinhos gigantes do período Triássico, logo após a maior extinção em massa da Terra. Pertencia aos temnospôndilos, grupo diverso que incluía formas terrestres, de água doce e marinhas.

Estudos indicam corpo alongado, membros adaptados à natação e crânio comprido, lembrando crocodilos modernos. Fileiras de dentes pontiagudos sugerem hábito de predador ativo, especializado em peixes e pequenos vertebrados marinhos.

Fóssil perdido há 50 anos sobreviveu a duas extinções em massa
Fóssil perdido há 50 anos sobreviveu a duas extinções em massa

Por que o Aphaneramma desperta tanto interesse científico?

A anatomia do Aphaneramma ajuda a entender como anfíbios originalmente continentais se adaptaram aos mares rasos do Triássico. Sua presença em diferentes regiões do antigo supercontinente Pangeia também auxilia na reconstrução da paleogeografia.

Pesquisadores usam esse gênero para investigar temas como dispersão global, evolução de adaptações aquáticas e reorganização de ecossistemas após crises ambientais. Ele funciona como modelo para comparar faunas de distintos continentes hoje separados por oceanos.

Como os fósseis de Aphaneramma foram descobertos e reidentificados?

Os fósseis foram achados na década de 1960 no noroeste australiano, na região de Kimberley. Inicialmente, pensou-se tratar de um único tipo de temnospôndilo, recebendo até nome próprio e interpretação local equivocada.

Parte do material foi enviada a museus estrangeiros e acabou esquecida em gavetas. Décadas depois, uma revisão de coleções permitiu reconhecer que aqueles ossos correspondiam ao gênero Aphaneramma, conectando a fauna australiana a registros da Noruega e de outras áreas.

De que forma o Aphaneramma ajuda a entender extinções em massa?

Temnospôndilos, inclusive o Aphaneramma, atravessaram dois grandes eventos de extinção, entre eles o do fim do Permiano, que eliminou a maior parte das espécies marinhas e terrestres. Sua sobrevivência indica adaptações importantes a ambientes instáveis e em reconstrução.

Fóssil perdido há 50 anos sobreviveu a duas extinções em massa
Fóssil perdido há 50 anos sobreviveu a duas extinções em massa

Os estudos buscam responder questões como distribuição geográfica, posição trófica e estratégias de sobrevivência. A partir delas, os cientistas comparam a recuperação dos ecossistemas antigos com mudanças ambientais observadas hoje.

Que lições a trajetória do Aphaneramma traz para a paleontologia?

A jornada desses fósseis mostra que a paleontologia depende tanto de campo quanto de coleções bem organizadas. Materiais antigos ganham novo significado com técnicas como tomografia, modelagem 3D e bancos de dados digitais integrados.

Essa história ilustra a importância de alguns pilares da pesquisa moderna:

  • revisão constante de acervos e registros históricos;
  • cooperação entre museus e universidades de vários países;
  • tecnologias que revelam detalhes antes invisíveis nos fósseis;
  • disposição em reinterpretar descobertas à luz de novas evidências.
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