Faz sentido queimar madeira podre? A pergunta é mais legítima do que qualquer um pensa
A escolha da madeira é um dos fatores que mais influencia o desempenho de um fogão a lenha, lareira ou caldeira residencial.
A escolha da madeira é um dos fatores que mais influencia o desempenho de um fogão a lenha, lareira ou caldeira residencial.
A qualidade da madeira usada para queimar interfere diretamente no calor gerado, no tempo de queima, no consumo diário e até na segurança do sistema de aquecimento, por isso entender as características da lenha é essencial para evitar desperdícios, reduzir custos e manter o equipamento em bom estado.
O que é poder calorífico da lenha e por que ele é importante
O poder calorífico é a quantidade de energia que uma certa massa de madeira libera ao queimar completamente.
Madeiras densas ou duras concentram mais material combustível em um mesmo volume, enquanto madeiras leves ou macias oferecem menos energia disponível por metro cúbico.
Na prática, uma carga de madeira densa tende a queimar por mais tempo, mantendo a temperatura estável, enquanto a madeira leve gera chamas altas e rápida combustão.
A umidade também é determinante, pois a lenha úmida desperdiça parte da energia para evaporar a água, reduzindo o calor útil e aumentando a emissão de fumaça.
Como escolher entre lenha seca, madeira dura e madeira macia para queimar
A palavra-chave central para esse tema é lenha, e um dos critérios mais citados por especialistas é o grau de secagem.
A lenha ideal apresenta teor de umidade baixo, obtido após meses de armazenamento em local coberto e ventilado, o que facilita o acendimento, melhora a eficiência térmica e reduz a formação de creosoto nas chaminés.
Em relação ao tipo, a lenha de madeira dura costuma ser recomendada para aquecimento contínuo, enquanto a madeira macia é indicada para acender o fogo ou para aquecimento rápido.
Uma prática eficiente é iniciar o fogo com madeira macia e, em seguida, adicionar madeira dura para manter a temperatura por mais tempo.
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Queimar madeira podre é realmente uma boa opção para aquecimento?
A tentação de comprar lenha barata, muitas vezes com alto volume de madeira já deteriorada, é recorrente em períodos de frio intenso.
No entanto, a lenha podre sofre alterações estruturais causadas por fungos e umidade, o que reduz a densidade, o poder calorífico e a regularidade da queima, aumentando o consumo e o custo real de aquecimento.
Para compreender melhor o impacto da deterioração da lenha, especialistas descrevem diferentes estágios de podridão, cada um com efeitos distintos sobre o rendimento térmico e a formação de resíduos:
- Primeiro estágio: leves descolorações e finas linhas na superfície de corte, ainda com boa qualidade de queima;
- Segundo estágio: tonalidade mais amarelada ou acastanhada, indicando dano à estrutura interna da madeira;
- Terceiro estágio: início de podridão interna, com perda perceptível de massa e redução considerável do poder calorífico;
- Quarto estágio: presença de mofo aparente, textura esponjosa e rápida desintegração ao toque.

Como identificar boa lenha no momento da compra
Para quem depende da lenha como fonte de calor, alguns cuidados simples ajudam a avaliar a qualidade do produto oferecido.
Observar o aspecto visual, o cheiro, o som ao bater dois pedaços e as condições de armazenamento do fornecedor é fundamental para evitar material úmido, mofado ou em avançado estado de decomposição.
Outra orientação recorrente é adquirir a lenha com antecedência, permitindo que o próprio consumidor faça o processo final de secagem em casa.
Guardar o material em local coberto, ventilado e protegido do contato direto com o solo torna o uso da lenha mais previsível, melhora o desempenho do sistema de aquecimento e favorece a relação custo-benefício ao longo do tempo.
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