Explosão cósmica é registrada próximo a Terra e alerta cientistas
As explosões rápidas de rádio são conhecidas por serem rajadas curtas, mas extremamente brilhantes de ondas de rádio,
Um raro evento astronômico iluminou o universo com uma intensidade nunca antes vista: uma explosão rápida de rádio, ou fast radio burst (FRB), foi capturada a aproximadamente 130 milhões de anos-luz da Terra na constelação da Ursa Maior.
Este fenômeno, tão intenso que foi apelidado de RBFLOAT (clarão de rádio mais brilhante de todos os tempos), tornou-se uma oportunidade excepcional para cientistas ao redor do mundo investigarem mais sobre estas explosões misteriosas que têm intrigado a ciência desde sua descoberta em 2007.
As explosões rápidas de rádio são conhecidas por serem rajadas curtas, mas extremamente brilhantes de ondas de rádio, que em milissegundos podem superar em brilho todas as estrelas de uma galáxia.
A origem desses fenômenos permanecia um enigma, até que esta detecção forneceu dados valiosos, possibilitando um estudo detalhado graças à relativa proximidade em termos astronômicos.
Entendendo uma explosão cósmica
O relâmpago cósmico foi registrado pelo CHIME, um sistema de antenas no Canadá, recentemente aprimorado com estações adicionais chamadas CHIME Outriggers distribuídas pela América do Norte.
Estes equipamentos, em conjunto, são capazes de identificar com precisão a origem exata das explosões rápidas de rádio, e, pela primeira vez, localizaram a região específica dentro da galáxia NGC 4141 de onde o sinal foi emitido.
Esta nova tecnologia revelou que a explosão partiu da periferia de uma região ativa em formação estelar, um dado crucial para futuras investigações.
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Uma explosão no espaço foi registrada por cientistas. O fenômeno conhecido como "supernova" é um dos eventos mais brilhantes do universo. 🤩🔭 As imagens são marcantes e o flagrante aconteceu a mais de 600 milhões de anos-luz da Terra.
— Fala Brasil (@falabrasil) August 21, 2025
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Magnetars: O possível causador da explosão cósmica?
Segundo os pesquisadores, um candidato provável para explicar essas explosões são os magnetars, estrelas de nêutrons com campos magnéticos incrivelmente potentes.
Embora geralmente estes corpos celestes residam em áreas vibrantes de nascimento de estrelas, a distância da explosão da área central destas, sugere que ela pode ter se originado de um magnetar ligeiramente mais envelhecido. Essa hipótese oferece um vislumbre sobre as condições que levam às FRBs.
Poderiam as FRBs ser eventos únicos?
Para classificar a singularidade do clarão, a equipe analisou os arquivos de dados do CHIME dos últimos seis anos na esperança de encontrar repetições do evento, mas sem sucesso.
Esta análise sugere a possibilidade de que nem todas as explosões rápidas de rádio se repetem, alimentando o debate científico sobre se os eventos repetitivos e únicos têm orígens distintas.
O doutorando Shion Andrew no MIT ressalta a importância desse fenômeno para a coleta de dados adicionais, que poderiam esclarecer a diversidade e as causas dessas explosões.
O impacto contínuo do estudo no campo da astronomia
A publicação desse estudo na revista Astrophysical Journal Letters representa um marco significativo na pesquisa de FRBs desde a sua primeira identificação.
Com avanços tecnológicos e mais registros de explosões, a possibilidade de diferenciar as naturezas dessas ocorrências se torna mais real.
Com cada nova detecção, a compreensão sobre o universo e esses brilhos misteriosos se amplia, abrindo caminho para descobertas que desafiam os atuais limites do conhecimento astronômico.
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