Exercício físico pode ser tão eficaz quanto terapia ou remédios no tratamento da depressão
Movimento também é cuidado mental
Uma revisão recente de estudos científicos reacendeu um debate importante na saúde mental: o uso do exercício físico como ferramenta para aliviar sintomas de depressão. A análise indica que, para muitas pessoas, se movimentar regularmente pode trazer benefícios comparáveis aos da terapia psicológica ou até de antidepressivos, desde que o tipo e a intensidade sejam adequados.
O que a ciência descobriu sobre exercício e depressão?
Pesquisadores analisaram dezenas de ensaios clínicos controlados envolvendo quase cinco mil adultos com diferentes níveis de depressão. O resultado geral mostrou que a prática de atividade física regular reduz sintomas depressivos de forma consistente quando comparada à ausência de tratamento.
Em média, os efeitos do exercício foram classificados como moderados, mas relevantes, ficando no mesmo patamar de abordagens tradicionais em curto prazo. Isso reforça a ideia de que o movimento pode atuar como um apoio real à saúde mental.

Exercício funciona tão bem quanto terapia ou medicação?
Os dados indicam que, para parte das pessoas, o exercício apresenta resultados semelhantes aos da psicoterapia e, com menor grau de certeza, aos dos medicamentos antidepressivos. Isso não significa que substitua todos os tratamentos, mas que pode ser uma alternativa ou complemento.
A resposta varia bastante entre indivíduos. Enquanto alguns relatam melhora significativa, outros sentem efeitos mais discretos, o que reforça a importância de abordagens personalizadas.
Qual tipo de exercício parece ajudar mais?
Atividades leves a moderadas mostraram melhor equilíbrio entre benefício e adesão. Caminhadas, exercícios aeróbicos suaves, fortalecimento leve e práticas combinadas tendem a ser mais sustentáveis do que rotinas muito intensas.
Os estudos apontaram que algo entre 13 e 36 sessões já pode gerar impacto positivo. Não houve um único tipo de exercício vencedor, o que sugere que a escolha deve considerar preferência pessoal e rotina.
Biggest review on exercise for depression:
— Dr. Dominic Ng (@DrDominicNg) January 9, 2026
– 73 trials, ~5000 people
– Light-to-moderate beat intense workouts
– Mixing activities beat cardio alone
– Exercise matched therapy (maybe antidepressants too)
Catch: most studies were small with no long-term follow-up. pic.twitter.com/O53JHTCDBr
Por que nem todo mundo responde da mesma forma?
A depressão não é igual para todas as pessoas. Fatores como gravidade dos sintomas, histórico de atividade física, motivação e condições de saúde interferem diretamente nos resultados. Além disso, muitos estudos envolvem participantes mais dispostos a se exercitar, o que pode influenciar os dados.
Por isso, o exercício tende a funcionar melhor quando é adaptado à realidade individual, respeitando limites físicos e emocionais.
Exercício pode substituir ajuda profissional?
Apesar dos resultados promissores, especialistas reforçam que o acompanhamento profissional continua sendo fundamental. Sintomas depressivos podem ter múltiplas causas, incluindo outras condições de saúde que precisam ser investigadas.
O exercício surge como um recurso acessível, seguro e com múltiplos benefícios, mas decisões sobre combinar ou substituir tratamentos devem ser feitas com orientação adequada.
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