Esse lugar no norte do Brasil guarda paisagens de bilhões de anos e atrai aventureiros do mundo todo
Pouca gente sabe, mas existe no Brasil uma montanha mais antiga que os dinossauros
O Monte Roraima ergue-se como um dos monumentos geológicos mais antigos da Terra na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana.
O aventureiro roraimense ou o viajante internacional inicia a jornada saindo de Boa Vista, capital situada a 215 km da fronteira, para explorar o platô místico.
Quais vivências definem a subida ao topo
A expedição até o cume do tepui proporciona uma imersão em cenários que lembram eras geológicas remotas e isoladas. O trajeto exige esforço físico moderado, cruzando savanas e rios cristalinos antes da ascensão final pela encosta do paredão milenar.
Para aproveitar o máximo desta jornada épica, o roteiro de elite inclui paradas estratégicas em pontos de beleza singular:
- Vale dos Cristais: Revela um solo forrado por pequenos quartzos que brilham intensamente sob a luz do sol equatorial.
- Jacuzzis: Oferecem piscinas naturais de águas geladas com fundo de cristais para relaxamento após longas caminhadas.
- Maverick: Representa o marco mais elevado do monte, com 2.810 metros de altitude e vista panorâmica total da savana.
- El Foso: Apresenta uma depressão circular na rocha onde uma queda d’água deságua em um lago interno profundo e místico.
- Janela do Abismo: Proporciona uma visão vertiginosa das nuvens abaixo do platô, onde o horizonte parece flutuar no vazio.

Por que a montanha é um portal para o passado
A imensidão desta montanha de topo plano fascina pela biodiversidade exclusiva e formações rochosas que desafiam a lógica convencional. Protegido pelo Parque Nacional do Monte Roraima, o local é gerido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em solo brasileiro.
As rochas de quartzito e arenito que formam o monte possuem cerca de dois bilhões de anos, datando do período Pré-Cambriano. Este monólito gigantesco foi esculpido pela erosão ao longo de milênios, resultando em um ecossistema isolado do resto do continente.
O isolamento biológico transformou o topo em uma ilha evolutiva onde a vida segue regras próprias de adaptação. O fenômeno das nuvens que cercam as paredes verticais cria um microclima único, essencial para a sobrevivência de plantas carnívoras e anfíbios endêmicos.

Quando o clima favorece a expedição
O planejamento do período de subida é crucial, pois as temperaturas no topo divergem drasticamente das condições térmicas encontradas na base. Enquanto a savana é quente, o cume pode registrar quedas bruscas de temperatura durante as madrugadas úmidas.
Conforme indicadores meteorológicos regionais, as condições atmosféricas variam significativamente entre os ciclos de seca e chuva:
| Estação/Meses | Média (Topo) | O que esperar |
| Seca (Dezembro a Março) | 10°C a 18°C | Caminhadas secas e céu limpo para fotografias |
| Intermediária (Abril e Novembro) | 8°C a 15°C | Mudanças rápidas de tempo e neblina constante |
| Chuvosa (Maio a Outubro) | 5°C a 12°C | Cachoeiras volumosas e trilhas mais escorregadias |
Como acessar o território do tepui
Embora parte do maciço esteja no Brasil, o acesso principal para o topo ocorre pela vila de Paraitepuy, na Venezuela. O tempo médio para completar a expedição padrão varia entre seis e oito dias, exigindo preparo logístico rigoroso para o acampamento.
É fundamental contratar guias das etnias Taurepang ou Pemon, que possuem o conhecimento ancestral das trilhas e passagens seguras. A logística envolve o transporte de mantimentos, garantindo que nenhum impacto ambiental ocorra durante a permanência no platô protegido.
Quem busca uma aventura épica no Monte Roraima, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Rolê Família, que conta com mais de 1 milhão de inscritos, onde o apresentador Bruno mostra detalhadamente uma expedição de 7 dias com paisagens surreais e dicas de sobrevivência:
Quais sabores definem a gastronomia local
A cultura alimentar da região é uma das mais ricas do extremo norte brasileiro, unindo ingredientes da floresta e da savana. A damurida, um caldo apimentado feito com tucupi e peixe, é o prato obrigatório para quem passa por Boa Vista.
O consumo do beiju de mandioca e do caxiri complementa a dieta dos habitantes tradicionais das etnias Macuxi e Ingarikó. Essas iguarias representam a resistência cultural e a conexão profunda dos povos indígenas com a biodiversidade do Monte Roraima.

Razões para visitar o Monte Roraima
Explorar este destino em 2026 significa vivenciar uma das experiências de maior isolamento geográfico disponíveis no turismo atual. O rigor das normas de visitação garante que a aura de mistério e a integridade do solo permaneçam preservadas.
- Conexão Ancestral: O contato com formações geológicas primitivas oferece uma nova perspectiva sobre a história do planeta.
- Desafio Físico: A jornada de superação nas trilhas fortalece a mente e proporciona um sentimento de conquista único.
- Biodiversidade Rara: A observação de espécies que só existem naquele topo é um privilégio para entusiastas da natureza.
Você precisa conhecer este paraíso suspenso entre as nuvens para sentir a energia ancestral que emana das profundezas da terra brasileira.
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