Essa salamandra gigante pode chegar a até 1,5 metros e vive escondida nos rios
O maior anfíbio do planeta sofre com poluição, barragens e pesca ilegal
As salamandras-gigantes-chinesas são os maiores anfíbios vivos, podendo atingir cerca de 1,5 metro de comprimento. De hábitos noturnos e aparência considerada incomum, tornaram-se símbolos do impacto humano sobre ecossistemas de água doce, pois sua sensibilidade às mudanças ambientais revela a degradação de rios e riachos de montanha.
O que é a salamandra-gigante-chinesa?
Esse anfíbio do gênero Andrias é totalmente aquático, com corpo alongado, cabeça larga e pele espessa repleta de rugas laterais, que favorecem a respiração cutânea em águas frias e bem oxigenadas. A coloração varia entre marrom, cinza e esverdeado, garantindo camuflagem no fundo pedregoso dos rios.
Nativa de regiões montanhosas da China, a salamandra-gigante-chinesa ocupa rios frios, córregos de água limpa e áreas rochosas. De crescimento lento e longa longevidade, pode viver várias décadas em cativeiro, o que desperta interesse científico sobre sua fisiologia, história de vida e capacidade de adaptação.
Qual é o habitat e o papel ecológico da espécie?
O habitat típico inclui riachos de correnteza moderada a forte, com água fria, clara e bem oxigenada, cercados por florestas que estabilizam a temperatura e reduzem o assoreamento. A espécie passa o dia escondida em fendas entre rochas e troncos submersos, saindo à noite para se alimentar.
Como predador de topo em pequenos rios de montanha, alimenta-se de presas variadas e atua como indicador da saúde dos ambientes de água doce. Quando suas populações entram em declínio, isso costuma refletir perda de qualidade da água, redução de presas e alterações profundas na estrutura do ecossistema.
Chinese giant salamanders, the world’s largest amphibians, growing up to around 5 feet long pic.twitter.com/s7RBNunTXM
— Nature Unedited (@NatureUnedited) January 5, 2026
Por que a salamandra-gigante-chinesa está ameaçada de extinção?
Em várias regiões da China, a situação de conservação dessa espécie é crítica, devido à perda de habitat e à captura intensa. A construção de barragens, o desvio de rios, a mineração e a expansão urbana alteram o fluxo de água, a temperatura e o oxigênio disponível, tornando muitos riachos inadequados.
A poluição por resíduos agrícolas, industriais e domésticos compromete a respiração pela pele e afeta ovos e larvas. A captura para consumo e comércio, somada à baixa taxa de reprodução em ambiente natural, acelera o declínio das populações selvagens, mesmo com leis de proteção pouco fiscalizadas.
Como a salamandra-gigante-chinesa se alimenta e se comporta?
Esse anfíbio é um predador oportunista, que usa principalmente o olfato e a percepção de vibrações na água para localizar presas. A seguir, alguns dos principais itens registrados em sua dieta em rios de montanha:
Pequenos peixes de água doce
Espécies menores capturadas em rios, lagos e áreas alagadas.
Caranguejos e camarões de rio
Presas comuns em ambientes aquáticos rasos.
Insetos aquáticos e larvas
Complementam a alimentação, sobretudo em períodos de escassez.
Anfíbios e pequenos mamíferos
Eventualmente consumidos quando disponíveis no habitat.
Seu comportamento é predominantemente noturno, com movimentos lentos e furtivos. Estudos sugerem que sinais químicos e sons de baixa frequência podem ter papel em interações sociais e reprodutivas, especialmente durante a época de desova em cavidades protegidas.
Quais iniciativas contribuem para a preservação da espécie?
Para evitar a extinção local, programas de criação em cativeiro buscam manter linhagens genéticas e fornecer indivíduos para reintrodução em áreas parcialmente restauradas. Esses esforços requerem controle genético rigoroso para preservar a diversidade e evitar cruzamentos inadequados entre populações distintas.
Medidas como criação de unidades de conservação em rios de montanha, monitoramento da qualidade da água, corredores ecológicos e campanhas de conscientização são consideradas essenciais.
Estudos genéticos e ecológicos atualizados orientam quais trechos de rios merecem prioridade, tornando a salamandra-gigante-chinesa peça central na proteção de ecossistemas de água doce na Ásia.
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