Ele montou um oásis no quintal e algo improvável aconteceu
Pegadas registradas diariamente revelaram movimento noturno intenso de mamíferos grandes
Logo no primeiro ano no refúgio de 30 acres no interior de Quebec, o foco foi transformar a área em laboratório ao ar livre. Observar cada rastro na neve e mudança de estação revelaria quem realmente dividia aquele território.
O que acontece ao se mudar para um refúgio selvagem?
A chegada trouxe choque de realidade: antes de construir, foi preciso ler a paisagem, entender relevo, floresta mista e áreas abertas que prometiam abrigar fauna variada. O inverno virou ferramenta de estudo, com neve registrando pegadas de lebres, raposas e esquilos.
Comedouros e câmeras foram instalados em pontos estratégicos, atraindo aves resistentes ao frio como chickadees, nuthatches, corvídeos e diferentes espécies de pica-paus. Surgiram também gros-beaks e buntings, enquanto rastros revelavam rotas de predadores.

Por que a primavera transforma tudo tão rapidamente?
Quando o gelo derreteu, o cenário mudou em semanas: o lago mostrou trutas ativas, pântanos encheram de sapos, rãs e salamandras em reprodução. Massas de ovos espalhadas pela água rasa e barulhos constantes marcaram a noite.
O aumento de presas atraiu corujas, guaxinins e gaviões, enquanto caixas-ninho recém-instaladas foram ocupadas por andorinhas e bluebirds. As warblers se alimentavam a poucos metros do solo, aproveitando insetos derrubados pela chuva.
Como o verão se tornou a fase mais intensa?
No auge do calor, ninhos lotados de filhotes, clareiras cobertas de flores e insetos em alta atividade criaram cenário de abundância. Projetos para biodiversidade incluíram montes de galhos para salamandras e observatório na floresta escura de abetos.
Surgiu momento marcante com família de raposas: mãe, pai e cinco filhotes usaram área atrás da garagem como base. Foi possível acompanhar brincadeiras, primeiros treinos de caça e sinais de independência crescente. Principais projetos realizados:
- Criação de “brush piles” para abrigar anfíbios
- Instalação de observatório em área de abetos
- Início do manejo de “food forest” com frutíferas nativas
Quer ver família de raposas brincando? Assista flagrantes capturados:
Que lições o outono trouxe para o planejamento futuro?
Na transição para outono, movimento de aves diminuiu enquanto mamíferos como cervos, linces e coiotes ficaram mais presentes. Migração menos intensa evidenciou importância de investir em árvores frutíferas e flores tardias.
Entre últimos registros antes da nova neve, destacaram-se bandos de crossbills, cervos se aproximando do futuro pomar e jovens raposas encarando primeiro inverno sozinhas, encerrando ciclo que abriu espaço para novos projetos e descobertas.
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