Dez decisões técnicas que derrubam até 30% do custo da sua obra em 2026
Veja como detalhes no projeto reduzem até 30% do valor da construção
Construir a casa própria costuma parecer um plano caro e distante, mas alguns ajustes de projeto e de planejamento financeiro podem reduzir bastante o orçamento sem abrir mão da segurança e do conforto. Focando nas principais decisões da obra, como estrutura, materiais, compras e controle de custos, é possível economizar na construção e transformar um sonho pesado no bolso em algo muito mais viável.
Como o projeto estrutural ajuda a economizar na construção?
Boa parte do dinheiro na obra se perde em detalhes que nem aparecem no resultado final. Quando pilares, vigas e paredes ficam bem alinhados, a distribuição de cargas acontece de forma mais simples, reduzindo a necessidade de reforços, cortes complexos e excesso de aço e concreto.
Desníveis, balanços exagerados e varandas avançadas podem representar de 15% a 30% a mais no orçamento total apenas em fundação e estrutura. Planejar as prumadas hidráulicas próximas à caixa d’água também encurta tubulações, corta conexões, reduz mão de obra e facilita manutenções futuras.
Como escolher vidros e esquadrias gastando menos?
Vidros, janelas e portas impactam muito o custo, sobretudo em fachadas inteiras de vidro ou grandes painéis sem critério. Quando a área envidraçada é planejada considerando o sol e a ventilação, é possível usar grandes aberturas apenas em pontos estratégicos, aproveitando a luz natural sem exageros.
As esquadrias somam em média 10% do custo total da obra, por isso o material é decisivo. Combinações de PVC, alumínio simples, madeira pronta e vidros temperados básicos costumam equilibrar preço, estética e durabilidade, sem pressionar demais o orçamento da casa.
Assista o vídeo do canal PLANARQ CAMPOS com detalhes das 10 dicas para economizar na construção:
Como o terreno, o telhado e as paredes influenciam o orçamento?
Antes do primeiro tijolo, o tipo de terreno já define se a obra será mais cara ou mais barata. Lotes planos tendem a dispensar aterros e muros de arrimo, enquanto solos com muita rocha ou argila exigem fundações reforçadas, com alto impacto no custo inicial da construção.
Em muitos projetos, um terraço bem executado sai mais barato que um telhado tradicional com madeiramento, telhas e calhas, além de criar área útil. Sistemas com paredes estruturais também reduzem vigas, pilares, formas e reboco grosso, gerando economia relevante em casas de médio porte.
Como organizar compras e pisos para reduzir desperdícios?
Na fase de instalações e acabamentos, o modo de comprar influencia tanto quanto o que se compra. Internet, negociação direta com fabricantes e compras em volume podem gerar bons descontos, desde que frete e armazenamento sejam bem avaliados e planejados com antecedência.
Outra estratégia eficiente é usar um mesmo piso em quase toda a casa, reduzindo recortes, tipos de rejunte e a necessidade de muitas sobras. Para facilitar, algumas ações práticas costumam concentrar as maiores chances de economia:
Compras online
Planeje compras online comparando preços, simulando fretes e aproveitando promoções para reduzir custos com materiais.
Contato com fabricantes
A negociação direta com fabricantes é vantajosa para grandes volumes de pisos, tintas ou telhas.
Uso do mesmo piso
Utilizar o mesmo piso em vários ambientes reduz desperdícios, elimina soleiras e diminui a mão de obra de assentamento.
Aproveitamento de sobras
Sobras de materiais podem ser transformadas em rodapés ou detalhes de parede, agregando valor sem custo extra.
Como planejar bancadas e controlar custos por etapas?
Nos acabamentos, rodapés feitos do próprio piso e bancadas em materiais mais acessíveis, como granitos comuns, porcelanato ou mármores nacionais, ajudam a cortar gastos. Reservar pedras mais nobres para áreas de maior uso, como a cozinha, equilibra desempenho e orçamento.
O controle financeiro da obra funciona melhor quando dividido em fases: estrutura com alto desembolso inicial, instalações com ritmo mais linear e acabamentos como etapa mais cara. Usar planilhas e acompanhamento frequente evita compras por impulso, falta de material e os famosos “sustos” finais no orçamento.
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