Depois de se desprender da geleira Petermann, um bloco de gelo de mais de 76 km² colidiu com uma ilha rochosa na Groenlândia e saiu da batida sem se partir
Outros blocos do mesmo tamanho já haviam se partido ao atingir essa mesma ilha no passado

O que você vai ver
- Como o iceberg se desprendeu da geleira Petermann.
- Qual caminho ele percorreu até a colisão.
- Por que ele não se partiu durante o impacto.
- O que as imagens de satélite mostraram sobre a colisão.
- O que pode acontecer com o iceberg agora.
Um bloco de gelo com mais de 76 quilômetros quadrados de superfície se desprendeu da geleira Petermann, na Groenlândia, colidiu com uma ilha rochosa em seu caminho e continuou inteiro depois do impacto.
Como o iceberg se formou?
No dia 4 de agosto de 2026, uma grande porção da língua flutuante da geleira Petermann se rompeu, formando uma ilha de gelo com superfície superior a 76 quilômetros quadrados e espessura inicial estimada em menos de 150 metros; o rompimento foi identificado pelo pesquisador Adam Garbo, da Universidade de Ottawa, em imagens do satélite europeu Sentinel-1, e representou a maior perda de gelo flutuante da região desde 2012.

Qual caminho ele percorreu?
Depois de se separar da geleira, o bloco desceu pelo Fiorde de Petermann impulsionado por ventos e correntes superficiais, percorrendo cerca de três quilômetros por dia na primeira semana, segundo o acompanhamento do glaciologista Mauri Pelto, até encontrar Joe Island, uma pequena ilha rochosa posicionada na saída do fiorde.
Por que ele não se partiu?
A resistência de um iceberg depende da distribuição de suas fraturas internas, da espessura e de como as forças do impacto são aplicadas; a colisão com Joe Island surpreendeu porque outros icebergs gigantes já haviam se partido ao atingir esse mesmo obstáculo no passado, mas os pesquisadores ainda não mediram diretamente as forças envolvidas nem identificaram qual característica estrutural impediu a fragmentação dessa vez.
O que os satélites mostraram?
O Observatório da Terra da NASA publicou, em 1º de setembro de 2026, imagens obtidas pelo instrumento OLI do satélite Landsat 9, registrando a colisão ocorrida entre 23 e 24 de agosto; a análise combinou essas imagens com observações do Sentinel-1, capaz de acompanhar o gelo mesmo durante a noite ou sob nuvens, permitindo reconstruir o deslocamento do bloco com precisão.

O que pode acontecer agora?
Depois de contornar Joe Island, a massa de gelo seguiu pelo Estreito de Nares em direção ao sudoeste; ventos, marés, correntes e derretimento ainda podem ampliar suas fraturas internas e provocar a separação de blocos menores ao longo do caminho, processo que distribui água doce pelo oceano e pode representar riscos à navegação na região.
Grandes estruturas naturais acompanhadas por satélite em tempo quase real também aparecem na reportagem sobre os tubarões-de-pontas-negras filmados por drone reagindo a sons submersos a quase 75 metros.
Mais detalhes sobre o episódio estão disponíveis na reportagem original do ScienceDaily.
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