Criatura gigante do tamanho de “duas quadras de basquete” é descoberto nas profundezas do mar
Com 34 metros de largura, 32 metros de comprimento e 5,5 metros de altura.
Entre as descobertas científicas mais impressionantes do século, está o mega coral encontrado nas águas das Ilhas Salomão, ao norte da Austrália.
Com 34 metros de largura, 32 metros de comprimento e 5,5 metros de altura, ele equivale a duas quadras de basquete e foi confirmado como a maior colônia de coral do mundo, formada por uma única rede de pólipos idênticos.
Estima-se que este coral extraordinário tenha entre 300 e 500 anos de idade. Inicialmente confundido com um naufrágio pela equipe da National Geographic, o achado revelou-se uma Pavona clavus, espécie rara e pedregosa, essencial para a biodiversidade das profundezas oceânicas das Ilhas Salomão.
Por que a descoberta desse mega coral é tão relevante para a ciência marinha?
O impacto científico do mega coral vai muito além de seu tamanho monumental. Ele abriga milhões de pólipos e serve como refúgio para incontáveis espécies de peixes, moluscos e crustáceos, funcionando como um verdadeiro ecossistema vivo em pleno oceano.
Pesquisadores compararam o achado à “descoberta da árvore mais alta do planeta”. Esse coral é uma prova viva da resiliência marinha, oferecendo um laboratório natural para estudar longevidade e adaptação dos recifes diante de um oceano em transformação.
Quais ameaças colocam em risco os corais ao redor do planeta?
Mesmo com o abrigo das profundezas, os corais enfrentam ameaças crescentes em todo o mundo. De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza, cerca de 44% dos recifes de águas quentes já constam na Lista Vermelha de espécies ameaçadas.
As principais causas incluem:
- Aquecimento global e branqueamento dos corais;
- Poluição e acidificação dos oceanos;
- Pesca predatória e destruição de habitats costeiros.
Estudos alertam que um aumento médio de apenas 1,5°C pode reduzir entre 70% e 90% dos recifes tropicais do planeta — um colapso sem precedentes para a vida marinha.

Como a descoberta desse mega coral pode contribuir para a preservação dos oceanos?
A localização remota e profunda do mega coral atua como um escudo natural, protegendo-o das ameaças que devastam recifes rasos. Esse isolamento oferece pistas valiosas sobre como alguns organismos conseguem sobreviver a mudanças drásticas no ambiente marinho.
Curiosamente, os cientistas acreditam que ele já existia na época de Newton, Darwin e Gandhi. Isso significa que sua estrutura genética pode guardar respostas sobre resistência climática e regeneração — dados cruciais para futuros programas de conservação global.
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Qual é o papel dos corais para as comunidades locais das Ilhas Salomão?
Nas Ilhas Salomão, os recifes de coral representam mais do que ecossistemas: são parte essencial da cultura e da economia local. Milhares de famílias dependem deles para alimentação, pesca artesanal e turismo sustentável.
O governo local destacou que preservar o “gigante dos mares” é também proteger tradições e modos de vida. Manter esse equilíbrio entre natureza e comunidade garante não apenas a sobrevivência dos corais, mas o futuro das gerações que vivem em harmonia com o mar.
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