Como o cérebro cria sonhos tão reais que parecem experiências vividas de verdade
Dormir não é desligar o cérebro
Quase todo mundo já acordou assustado, emocionado ou confuso depois de um sonho intenso. O mais impressionante não é sonhar, mas perceber que o cérebro humano consegue criar cenas completas, cheias de emoção e lógica própria, mesmo quando nada está acontecendo no mundo real.
Em que momento do sono os sonhos ficam mais reais?
Os sonhos mais vívidos costumam acontecer durante o sono REM, fase marcada por intensa atividade cerebral e movimentos rápidos dos olhos. Nesse estágio, o corpo fica quase totalmente paralisado.
Enquanto os músculos descansam, o cérebro atinge um nível de atividade muito próximo ao estado de vigília, o que explica por que a experiência onírica pode parecer tão convincente.

Como o cérebro cria cenários, pessoas e histórias?
Durante o sonho, áreas ligadas à visão, audição, movimento e emoção entram em ação ao mesmo tempo. É como se o cérebro assumisse o papel de diretor, ator e espectador.
Ao mesmo tempo, regiões associadas ao pensamento crítico diminuem sua atividade. Isso permite que cenas improváveis façam sentido, fortalecendo a sensação de sonhos realistas.
De onde vêm as imagens que aparecem nos sonhos?
O cérebro não cria imagens do nada. Ele reorganiza fragmentos de memórias, rostos, conversas, emoções e experiências acumuladas ao longo da vida.
Esse processo funciona como uma colagem mental rápida, misturando elementos conhecidos de forma inédita, algo essencial para entender o papel da atividade cerebral durante o sono.
Entre as principais fontes usadas pelo cérebro nos sonhos estão:
- Experiências recentes do dia a dia
- Emoções intensas ainda não processadas
- Medos, desejos e expectativas inconscientes
- Lembranças antigas que voltam de forma distorcida
O Pedro Calabrez explica, em seu TikTok, como os sonhos funcionam no nosso cérebro:
@pedro.calabrez O que a ciência diz sobre os sonhos? Você dorme, você sonha… mas por que o seu cérebro faz isso? Ao contrário do que muitos pensam, os sonhos não são apenas filmes aleatórios que passam na sua cabeça enquanto você dorme. A ciência mostra que, durante o sono — especialmente na fase R.E.M. —, o seu cérebro está ativamente trabalhando para: – Processar e consolidar memórias e emoções – Resolver problemas – Preparar você para desafios futuro É como se os sonhos fossem um laboratório interno, onde o cérebro simula cenários, ajudando você a lidar melhor com situações complexas e a fortalecer suas memórias e emoções. E o mais curioso: sonhar não é algo exclusivo dos seres humanos. Vários outros animais também sonham, o que sugere que os sonhos têm um papel biológico importante na adaptação e sobrevivência das espécies. Alguns pesquisadores acreditam que os sonhos possuem significados específicos. Outros dizem que não. Mas, com ou sem um significado direto, uma coisa é certa: os sonhos são fundamentais para a biologia dos seres humanos e de outras espécies. Se quiser ler mais sobre isso, recomendo muito o livro “O Oráculo da Noite”, do Prof. Sidarta Ribeiro. Autoconhecimento é liberdade. #PedroCalabrez #NeuroVox #autoconhecimento #neurociencia ♬ som original – Pedro Calabrez
Por que os sonhos parecem tão emocionais?
Durante o sonho, regiões ligadas ao processamento emocional ficam altamente ativas. Ao mesmo tempo, o controle racional perde força.
Isso faz com que alegria, medo, tristeza ou paixão sejam sentidos de forma intensa. Mesmo sabendo depois que era um sonho, o cérebro reage como se tudo fosse real, reforçando a sensação de realidade.
Para que os sonhos servem do ponto de vista do cérebro?
A ciência ainda não chegou a uma resposta única, mas há fortes indícios de que os sonhos ajudam na organização de memórias, no ajuste emocional e no aprendizado.
Pesquisas associam o sonho ao processamento da memória e à simulação de situações, permitindo que o cérebro teste cenários e emoções em um ambiente seguro, totalmente interno.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)