Como economizar até R$ 150 por m² com esse método de alvenaria
Veja os dados reais e o que isso muda na prática
Economizar na construção sem abrir mão da qualidade é um objetivo comum em muitos projetos. Entre os sistemas construtivos disponíveis, a alvenaria estrutural se destaca pelo impacto direto no custo final quando comparada ao concreto armado com tijolo cerâmico, podendo representar até cerca de R$ 150 de economia por metro quadrado de parede acabada.
Como a alvenaria estrutural reduz o custo por metro quadrado?
A comparação parte de uma parede de 28 m², com 2,80 m de altura e 10 m de comprimento, executada em dois sistemas: o tradicional (pilares, vigas e tijolo cerâmico de vedação) e a alvenaria estrutural com blocos de concreto autoportantes. Nessa análise, entram todos os insumos, mão de obra e acabamentos necessários para entregar a parede pronta para uso.
No sistema convencional, o custo chega próximo de R$ 381/m² acabado, somando chapisco, reboco, massa corrida, selador, pintura, alvenaria de vedação e estrutura em concreto armado. Já na alvenaria estrutural, os blocos assumem a função estrutural e reduzem etapas, resultando em aproximadamente R$ 159/m², o que explica a economia potencial de até R$ 150/m².
Quais fatores encarecem o sistema com concreto armado?
No método tradicional, o custo não está apenas nos tijolos, mas em toda a estrutura de pilares e vigas, que exige formas, ferragens, concretagem e depois várias camadas de revestimento. Cada serviço demanda mão de obra específica, tempo de execução e consumo de materiais, aumentando o custo global da parede.
A presença de diversos pilares, vigas extensas e reboco espesso gera um efeito cascata de custos, tornando o sistema tecnicamente eficiente, porém mais caro quando comparado a soluções que integram estrutura e vedação em um único elemento construtivo.
Confira um vídeo do canal Thiago Corrêa com detalhes de como economizar na sua obra:
Como funciona na prática a alvenaria estrutural?
Na alvenaria estrutural, blocos de concreto autoportantes fecham os ambientes e suportam as cargas da edificação, eliminando pilares e vigas aparentes naquela parede. Utiliza-se uma família de blocos (como 14x19x39, canaletas, meio blocos e compensadores) em proporções definidas para otimizar o consumo e reduzir cortes em obra.
Entram ainda barras de vergalhão, pequeno volume de concreto, argamassa e mão de obra em torno de R$ 35/m². O acabamento interno costuma ser feito com gesso direto na alvenaria, e o externo com massa niveladora e grafiato, dispensando reboco grosso e encurtando o prazo de execução.
Quais materiais e acabamentos mais impactam o orçamento?
Os acabamentos têm peso significativo no custo final da parede. No sistema tradicional, a sequência de chapisco, reboco de 25 mm, massa corrida, selador e pintura envolve alto consumo de materiais e muitas horas de trabalho especializado, elevando o valor por metro quadrado.
Na alvenaria estrutural, o caminho é mais enxuto, e entender essa diferença fica mais fácil ao organizar os itens principais de cada sistema:
Pilares e vigas estruturais, alvenaria de vedação com tijolo cerâmico, chapisco, reboco grosso, massa corrida, selador e pintura — um processo com várias etapas e serviços sucessivos.
Blocos autoportantes, canaletas, ferragens pontuais e menor volume de concreto, com gesso interno direto, massa niveladora e grafiato externo.
Mais camadas e serviços elevam o preço da parede acabada. Já sistemas com menos etapas integradas tendem a reduzir o custo global e o tempo de execução.
Quando a alvenaria estrutural é mais indicada e como avaliar o custo global?
A alvenaria estrutural é mais eficiente em projetos simples, com plantas retangulares, poucos recortes e sem grandes vãos ou balanços. Já o concreto armado é mais adequado a arquiteturas complexas, com grandes aberturas, panos de vidro e volumes variados, exigindo maior liberdade estrutural.
Ao planejar a obra, é fundamental considerar o custo global da parede acabada, e não apenas o preço unitário do tijolo ou bloco. Planilhas comparativas, estudos por metro quadrado e acompanhamento profissional ajudam a evitar decisões baseadas apenas no menor preço aparente e permitem economizar sem comprometer a qualidade final da construção.
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