Como caças identificam amigo ou inimigo em milissegundos

04.02.2026

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Como caças identificam amigo ou inimigo em milissegundos

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3 minutos de leitura 11.12.2025 11:44 comentários
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Como caças identificam amigo ou inimigo em milissegundos

A tecnologia que salva vidas no combate aéreo

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Como caças identificam amigo ou inimigo em milissegundos
Muitos se perguntam como os caças fazem para não ocorrer fogo amigo em meio ao combate - Créditos: depositphotos.com / SingaporeVideo

A tecnologia IFF usada por caças modernos permite identificar aeronaves amigas com precisão quase instantânea. Esses sistemas trocam sinais criptografados em milissegundos e garantem que pilotos reconheçam aliados mesmo em cenários de combate altamente instáveis e cheios de interferências.

Como funciona o desafio e resposta dos sistemas IFF?

O processo começa quando um radar em solo envia um sinal codificado na frequência de 1030 MHz. Aeronaves amigas equipadas com transponders recebem o desafio e respondem automaticamente com um retorno criptografado em 1090 MHz. Esse ciclo dura apenas milissegundos e revela ao radar se o contato é aliado.

Aeronaves hostis geralmente não respondem, não possuem transponder ou enviam sinais inválidos, aparecendo como alvos desconhecidos. Esse mecanismo simples e eficiente reduz drasticamente o risco de fogo amigo em missões militares.

  • Radars interrogam aeronaves com sinais codificados
  • Transponders respondem automaticamente se a criptografia estiver correta
  • Hostis aparecem sem resposta ou como contatos não identificados
Sistemas de dados criptografas mantém os radares dos aliados com informações atualizadas - Créditos: depositphotos.com / icholakov01
Sistemas de dados criptografas mantém os radares dos aliados com informações atualizadas – Créditos: depositphotos.com / icholakov01

Quais modos IFF evoluíram até chegar à tecnologia atual?

Os primeiros modos, como Mode 1 e Mode 2, ofereciam apenas identificação básica. Eles transmitiam códigos simples e não criptografados, tornando-se vulneráveis a interceptações. Ainda hoje são usados em treinos ou tráfego aéreo menos sensível.

Com o avanço tecnológico, surgiram Mode 3 e Mode A, capazes de identificar formações inteiras e transmitir milhares de códigos possíveis. Embora amplamente utilizados, esses modos não trazem segurança suficiente para operações de combate modernas.

Como Mode 4 e Mode 5 garantem identificação segura?

O Mode 4 introduziu criptografia militar, usando códigos que mudam diariamente e impedem que aeronaves inimigas imitem sinais de aliados. O transponder só responde quando o código recebido corresponde ao valor programado para aquele dia.

O Mode 5 foi ainda mais longe, adotando transmissão espectral espalhada, criptografia moderna e dados adicionais como altitude e rumo. A identificação ocorre em cerca de 100 milissegundos, mesmo sob tentativas de interferência eletrônica.

  • Chaves criptográficas mudam diariamente
  • Sinais usam espectro espalhado para resistir a interferências
  • Dados de altitude e direção são enviados criptografados

Nessa animação do canal Thales, que conta com mais de 40 mil inscritos, é detalhado como funciona o sistema IFF:

Como a tecnologia anti-interferência mantém o IFF ativo?

Sinais de espectro espalhado impedem que adversários bloqueiem ou falsifiquem transmissões. Sistemas como o SPECTRA, do caça Rafale, detectam tentativas de bloqueio entre 0,5 e 20 GHz e aplicam contramedidas em até 100 milissegundos.

Mesmo em ambientes saturados de guerra eletrônica, a combinação de salto de frequência e criptografia garante que o IFF continue funcionando, preservando a identificação positiva.

O futuro dos sistemas IFF e sua integração com IA?

O próximo passo envolve integração com redes táticas avançadas e inteligência artificial. Caças de nova geração compartilharão dados de IFF em tempo real com toda a frota, acelerando decisões e reduzindo riscos em operações conjuntas.

Além disso, tecnologias de criptografia quântica e vigilância via satélite prometem ampliar a precisão e segurança da identificação, mesmo além da linha de visada. A evolução já está em andamento nas principais forças aéreas do mundo.

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