Cobra e poraquê travam batalha que resulta em choque de mais de 800 volts
A enguia elétrica, também chamada de poraquê, é um peixe de água doce da Amazônia que produz descargas intensas
A enguia elétrica, também chamada de poraquê, é um peixe de água doce da Amazônia que produz descargas intensas usadas para navegação, caça e defesa. Apesar do nome, não é uma verdadeira enguia, mas um knifefish da família Gymnotidae, adaptado a rios escuros e de baixa visibilidade.
O que caracteriza a enguia elétrica na natureza
O poraquê ocorre principalmente em rios, igarapés e várzeas amazônicas, com águas lentas e turvas. Nesse ambiente, a eletricidade é essencial para orientação, comunicação e localização de presas e obstáculos.
A enguia elétrica é um animal alongado, que pode ultrapassar 2 metros. Seu corpo é flexível, com cerca de 80% do comprimento ocupado por órgãos elétricos especializados.

Quais espécies de enguia elétrica existem
O gênero Electrophorus hoje inclui três espécies: E. voltai, E. electricus e E. varii, todas nativas da América do Sul. Elas ocupam diferentes áreas da floresta amazônica e bacias próximas.
Electrophorus voltai detém o recorde de cerca de 860 volts em descargas fortes. As outras espécies também superam 500 volts, suficientes para desorientar e imobilizar peixes e outros animais de médio porte.
Como a enguia elétrica produz eletricidade
O corpo funciona como um conjunto de baterias biológicas em série. Milhares de eletrocitos, células derivadas de tecido muscular modificado, formam órgãos elétricos que somam pequenas diferenças de potencial.
A enguia possui três grandes órgãos: principal, de Hunter e de Sachs, este ligado a descargas fracas contínuas. Assim, alterna sinais de baixa voltagem para navegação e comunicação e descargas fortes e rápidas para caça e defesa.
Quais riscos a enguia elétrica oferece aos humanos
Descargas próximas de 860 volts causam dor intensa, quedas e perda momentânea de controle muscular, aumentando o risco de afogamento. Pessoas com doenças cardíacas, crianças e idosos são mais vulneráveis a arritmias e desmaios, sobretudo após múltiplos choques.
As principais recomendações de segurança incluem cuidados em áreas de ocorrência do animal:
- Evitar manipular enguias elétricas sem orientação técnica;
- Manter distância em coletas, pescarias e mergulhos;
- Buscar atendimento médico após choque com dor no peito ou desmaio;
- Redobrar a atenção em períodos de cheia e águas turvas.
Confira o relato do canal TOP sobre ataques de enguias:
Por que a enguia elétrica é importante para a ciência
Observada desde o século XVIII, a enguia elétrica inspirou estudos que ajudaram Volta e Faraday a compreender fenômenos elétricos e a criar a primeira pilha química. Ela se tornou modelo clássico de eletricidade biológica.
Atualmente, seus eletrocitos e mecanismos de controle neural orientam pesquisas em bioeletrônica, sensores inspirados em eletrolocalização e materiais para geração eficiente de energia em pequena escala, mantendo o poraquê em destaque nos laboratórios.
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