Cientistas tentam abrir a porta para o lado oculto do universo no oceano profundo
Busca pela matéria escura é uma das grandes fronteiras científicas, pois mesmo sendo invisível, parece moldar galáxias e influenciar o cosmos.
A busca pela matéria escura continua sendo uma das grandes fronteiras científicas, já que esse componente invisível parece moldar galáxias e influenciar o cosmos, apesar de escapar à detecção direta.
Pesquisadores dedicam décadas tentando identificar as WIMPs, partículas consideradas fortes candidatas a explicar essa misteriosa massa.
No centro desse desafio está o experimento LUX-ZEPLIN (LZ), que utiliza o detector subterrâneo mais sensível do planeta em uma tentativa ousada de captar interações quase imperceptíveis.
Mesmo sem visualizá-la, a influência gravitacional da matéria escura é tão marcante que muitos cientistas afirmam que ela compõe a maior parte da massa do universo observável.
Como o experimento LUX-ZEPLIN busca sinais da matéria escura em grande profundidade?
Instalado a mais de 1.600 metros no Sanford Underground Research Facility, em Dakota do Sul, o LZ opera em um ambiente isolado para reduzir interferências externas.
Essa profundidade extrema minimiza o impacto de partículas vindas do espaço, permitindo que o detector identifique sinais sutis com precisão.
O laboratório investe em estratégias sofisticadas para diferenciar interações reais de ruídos naturais do ambiente.
Curiosamente, pesquisas indicam que ambientes subterrâneos podem reduzir em até 10 milhões de vezes o ruído cósmico — um fator determinante para experiências de fronteira como esta.
A matéria escura é uma forma misteriosa de matéria que não emite luz ou radiação detectável.
— NicoleRosaE 👩🏽🚀🚀🪐⃤ (@NICOLEROSA220) September 20, 2025
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De que forma o design e o funcionamento do detector LZ tornam a busca mais precisa?
O detector utiliza grandes volumes de xenônio líquido, um material ideal para registrar minúsculos flashes de luz que podem indicar colisões com WIMPs.
Ao envolver essa tecnologia com sistemas de detecção externos, o LZ filtra sinais irrelevantes e se concentra em eventos com verdadeira relevância científica.
Para ampliar ainda mais a precisão, há um detector externo com líquidos cintiladores e gadolínio, projetado para capturar partículas comuns e evitar confusão com potenciais sinais de matéria escura.
Esse desenho integrado garante análises consistentes e redução drástica de interferências.
- Xenônio líquido como meio de detecção
- Camadas externas para bloquear ruídos
- Gadolínio para identificar partículas comuns
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Ondas de rádio antigas podem revelar o que é a matéria escura#MatériaEscura
— Terra Rara🇧🇷🇺🇸🇮🇱ن (@Terra_Rara) November 3, 2025
Cientistas de Tel Aviv criaram uma nova forma de estudar a matéria escura, uma substância misteriosa que compõe grande parte do Universo, mas que não podemos ver
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Quais desafios o ruído, nêutrons e contaminações apresentam na detecção de WIMPs?
Apesar da tecnologia avançada, distinguir WIMPs de nêutrons permanece um dos maiores obstáculos.
Esses nêutrons podem gerar sinais muito parecidos, exigindo técnicas meticulosas para evitar resultados equivocados e assegurar confiabilidade científica.
Além disso, o gás radônio — presente na natureza — representa outra ameaça, pois seu decaimento pode simular respostas semelhantes às esperadas da matéria escura.
A equipe do LZ aplica protocolos rigorosos para eliminar essas interferências antes de qualquer conclusão.
- Filtragem de nêutrons com algoritmos específicos
- Controle de radônio e outros contaminantes
- Revisões multilaboratoriais dos dados coletados

Quais avanços e perspectivas o experimento LZ trouxe para o estudo da matéria escura?
Os resultados mais recentes definiram novos limites para as propriedades das WIMPs, restringindo teorias antigas e abrindo espaço para modelos modernos.
Além da missão central, o sistema ainda conseguiu observar eventos raros envolvendo isótopos de xenônio, mostrando sua versatilidade experimental.
Cientistas de diversos países permanecem engajados em aprimorar o LZ e expandir sua sensibilidade, com novas rodadas de dados previstas para os próximos anos.
Uma curiosidade: alguns físicos apostam que essa tecnologia poderá, futuramente, detectar sinais relacionados à gravidade quântica — um salto que mudaria a física para sempre.
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