Cada planeta tem um jeito único de acabar com você
A pressão esmaga e o calor cozinha ao mesmo tempo, sem chance de escapar
Imaginar como seria morrer em cada planeta do Sistema Solar parece roteiro de filme, mas a ciência já dá pistas bem claras de como o corpo humano reagiria a cada ambiente extremo. De Vênus a Plutão, cada mundo oferece um jeito especial de encerrar a aventura espacial.
Como Vênus esmagaria e cozinharia um humano em poucos minutos?
A palavra-chave é pressão: a atmosfera é cerca de 92 vezes mais densa que a da Terra, o suficiente para amassar um traje espacial em milissegundos e comprometer toda a sua estrutura em cerca de um segundo. Em até 2 segundos, o corpo começaria a colapsar por dentro, com danos internos graves e perda rápida de consciência.
Como se não bastasse ser literalmente esmagado, Vênus ainda fritaria qualquer visitante com temperaturas próximas de 465 °C. Em questão de segundos o calor começaria a afetar o corpo, e em poucos minutos surgiriam sintomas de exaustão térmica, com febre acima de 40 °C, náusea e risco de parada cardíaca.

Por que Mercúrio pode matar tanto de frio quanto de calor extremo?
Mercúrio engana quem acha que planeta perto do Sol significa calor constante: no lado noturno, a temperatura cai para cerca de -180 °C, empurrando o corpo para hipotermia em minutos. Primeiro vem o formigamento nas extremidades, depois tremores, rigidez muscular e dificuldade para se mover.
Já no lado diurno, o cenário vira do avesso com temperaturas em torno de 427 °C, combinadas com radiação intensa que queima a pele em instantes. Mesmo com traje espacial, se o sistema de resfriamento falhar, a temperatura do corpo sobe rápido, beirando 42 °C, com delírios e falência de órgãos.
Marte é realmente o planeta menos pior para morrer?
O planeta vermelho costuma ser visto como queridinho para futuras bases humanas, mas a atmosfera fina torna qualquer falha de traje um problema fatal. Ao respirar em marte sem proteção, dominado por dióxido de carbono, a pessoa sufocaria enquanto a despressurização liberaria rapidamente a pressão que mantém o sangue em estado líquido.
Nesse cenário, o sangue e outros fluidos corporais começariam a ferver internamente, causando inchaço e danos graves aos tecidos em poucos minutos. Além disso, tempestades de poeira finíssima podem durar semanas, penetrar nos sistemas do traje e sabotar o suporte à vida.
Gosta de astronomia? Assista ao vídeo com detalhes fascinantes:
O que torna os gigantes gasosos tão letais para humanos?
Entre Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, cada um tem um estilo próprio de destruição, envolvendo pressão esmagadora, ventos extremos e tempestades violentas. Alguns dos pontos mais curiosos e letais desses mundos incluem:
- Júpiter: tempestades com ventos de até 360 km/h e raios gigantescos podem destruir uma cápsula e cortar totalmente energia e oxigênio.
- Saturno: anéis feitos de gelo e rochas se movem a cerca de 70.000 km/h, transformando a aproximação em um campo minado cósmico.
- Urano: atmosfera fria com cerca de -224 °C e 2% de metano, gás tóxico que pode matar por inalação em minutos.
- Netuno: ventos supersônicos que chegam a 2.100 km/h criam forças de até 10 Gs, comprimindo órgãos e levando à perda de consciência.
Em Urano, a pressão interna ainda pode cristalizar carbono em profundidades de cerca de 10.000 km abaixo das nuvens. Já em Netuno, o combo de pressão e ventos violentos leva à destruição completa da nave e do corpo em cerca de cinco minutos.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)